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A saúde da criança e ao longo da vida é definida por eventos em períodos singulares, chamados de transição, no continuum dos ciclos da vida do ser humano. Para que o crescimento e desenvolvimento da criança sejam saudáveis, faz-se necessário uma assistência em saúde de qualidade, desde o momento do nascimento, a fim de identificar precocemente intercorrências e fatores de risco que possam prejudicar a saúde da criança. Acerca da assistência em saúde à criança, assinale a alternativa INCORRETA.
A criança é classificada como extremo baixo peso ao nascer quando seu peso é inferior a 1.500g e extremamente prematuro quando a idade gestacional varia de 28 a 31 semanas gestacionais.
Baixo peso ao nascer, prematuridade e desnutrição fetal, condições neonatais frequentemente associadas a doenças maternas na gestação, são determinantes muito relevantes para complicações e morte infantil.
Na avaliação de proporcionalidade de crescimento intrauterino para uma determinada idade gestacional (IG), define-se: recém-nascido adequado para a IG, quando o peso está entre o percentil 10 e 90 (ou escore-z correspondente); pequeno para a IG, quando abaixo do percentil 10; e grande para a IG, se acima do percentil 90, de acordo com gráficos padrão de crescimento intrauterino.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem recomendado o uso de "recém-nascido pré-termo" substituindo "recém-nascido prematuro". Comumente, o termo "prematuridade" refere-se ao conceito geral do nascimento prematuro.
A estratificação de risco cumpre o objetivo de vigilância contínua do crescimento e o desenvolvimento da criança, identificando precocemente as situações que representam risco de adoecimento, agravamento ou morte e direcionando às intervenções preventivas ou de cuidado necessárias para sua proteção. O outro objetivo da estratificação de risco é o conhecimento da complexidade clínica e sociofuncional da criança, o que possibilita a atenção diferenciada, de acordo com o estrato de risco.