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A cultura da cana-de-açúcar está amplamente distribuída em praticamente todas as regiões do Brasil. Trata-se de uma cultura adaptada a diferentes condições edafoclimáticas e também a diferentes níveis tecnológicos. Por ser uma planta perene, sua exploração comercial se dá por vários anos a partir de um único plantio em que se utiliza a rebrota (“cana soca”). Mas, via de regra, a produtividade do canavial vai decrescendo ano a ano, o que faz com que o produtor tenha que replantar a lavoura e reiniciar um novo ciclo de corte.
Com base nessa informação, considere a tabela a seguir, sobre a produtividade de cana-de-açúcar ao longo dos anos:
Situação: | Produtividade em t/ha | |||||
ano 1 | ano 2 | ano 3 | ano 4 | ano 5 | ano 6 | |
Grande produtor/ usina açúcar e álcool | 150 | 120 | 100 | 90 | 77 | 63 |
Pequeno produtor / produtor de cachaça artesanal | 150 | 135 | 118 | 110 | 99 | 90 |
Sobre a diferença na queda de produtividade ao longo dos anos entre grande e pequeno produtor, vista na tabela acima, é CORRETO afirmar:
As usinas cultivam grandes áreas e utilizam muitos defensivos, que, por sua vez, intoxicam a lavoura, reduzindo sua vida útil.
Os pequenos produtores de cachaça artesanal vendem o produto com elevado valor agregado e, por isso, investem muito mais em tecnologia e insumos no canavial, o que resulta em maior vida útil dos plantios.
O tráfego de máquinas pesadas, ocasionando compactação do solo e danos à soqueira, é o fator responsável pela queda mais acentuada de produtividade nas usinas, quando comparadas aos pequenos produtores.
Mesmo com maior acesso à tecnologia, as usinas não investem no manejo adequado do canavial, pois a cana é uma planta rústica, sendo priorizado o aumento de novas áreas de plantios, em detrimento ao manejo adequado para aumento de produtividade.