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Muitos patógenos incidem na cultura da soja e, a cada safra, os agricultores deparam-se com desafios a serem vencidos com relação ao manejo fitossanitário de doenças. Os agentes causais são diversos e envolvem fungos, bactérias, vírus e até nematoides. Dentre os fatores que acarretam perdas de produtividade na cultura da soja e no aumento dos custos, as doeças tem significativa relevância. Sobre o manejo de doenças na cultura da soja, assinale a alternativa correta.
A ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) constitui-se como a principal doença foliar da cultura no Brasil. Alguns dos fatores que contribuem para alta incidência da doença no Rio Grande do Sul são: baixa precipitação durante o inverno no Centro-Oeste; correntes de vento que trazem o inóculo de outras regiões; inverno ameno no Sul do Brasil e precipitação regular durante o ciclo da cultura.
O vazio sanitário é o período de, no mínimo, 30 dias sem a cultura e sem plantas voluntárias no campo, com objetivo de reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática da soja na entresafra e, assim, atrasar a ocorrência da doença na safra.
No Brasil, o controle químico da ferrugem asiática da soja teve início na década de 90, utilizando fungicidas do grupo químico triazol e estrobilurina. Atualmente, são mais de 70 fungicidas registrados para o controle dessa doença.
A morte de plântulas de soja, também conhecida como tombamento ou damping-off, é um problema relativamente comum após a semeadura da cultura. Dentre as possíveis causas está a ocorrência de fungos associados às sementes ou presentes no solo e nos restos culturais. Além disso, períodos de baixa precipitação favorecem a ocorrência.
A doença mancha parda ou septoriose (Septoria glycines) está presente em todas as regiões produtoras de soja do Brasil e é favorecida por alta temperaturas e umidade alta.