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De acordo com Hamer e Peske (1997), a avaliação do processo de colheita das sementes inclui, necessariamente, a observação da danificação mecânica e da quantidade de sementes perdidas. Em cultivos comerciais, a reduzida danificação mecânica necessita ser acompanhada de baixo percentual de perdas na operação de colheita. As danificações mecânicas são progressivas e acumulativas. As que ocorrem na colheita são somadas às que ocorrem no sistema de secagem, beneficiamento e semeadura. Por isso, necessitam ser minimizadas, em cada uma dessas etapas, para que o produto não tenha sua qualidade comprometida. Em relação à colheita de sementes de soja, não se pode afirmar que:
As perdas totais de sementes de soja durante o processo de colheita mecanizada aumentam com o tempo de permanência da cultura no campo.
Colher a soja no período noturno, mesmo que logo após o anoitecer, diminui a quantidade de perdas totais.
A umidade da palha e a temperatura das sementes podem oferecer subsídio importante para prever perdas na colheita mecanizada da soja.
As sementes expostas às condições de campo, por período prolongado, após o estágio R8, apresentam redução na qualidade.
O horário entre 14 e 15 h apresenta maior perda na plataforma de corte.