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Estudos recentes mostram claramente os impactos ambientais e socioeconômicos da modernização da agricultura. Perda de biodiversidade, erosão de solos, perda de postos de trabalho no campo, contaminação de mananciais de água e aparecimento de doenças em humanos são alguns deles. Por outro lado, vemos crescer também o interesse por alternativas de produção que apresentem maior equilíbrio ambiental, social e econômico. A Agroecologia, como ciência que estuda os agroecossistemas, se apresenta nas últimas décadas como uma possibilidade. Na prática, tendo como um dos pilares a diversidade de cultivos e criações, a Agroecologia se preocupa com a segurança alimentar e a viabilidade econômica das famílias. A modernização da agricultura também teve impactos negativos na agricultura familiar do país. Apesar dos aspectos negativos, a agricultura familiar é responsável por 32% do PIB (Produto Interno Bruto) e ocupa 74% do total de pessoas que trabalham na agricultura. Nesse sentido, pensando a contribuição da Agroecologia para o desenvolvimento municipal, podemos afirmar que
a diversidade de cultivos e criações não protege os agricultores familiares, em caso de problemas climáticos, sanitários e de mercado.
práticas agroecológicas não potencializam os serviços ambientais e não melhoram o ambiente como um todo.
a agroecologia não tem maior expressão devido ao custo das tecnologias.
políticas públicas de incentivo à produção de agroecologia podem melhorar a economia dos municípios, garantir empregos no campo, manter a biodiversidade e melhorar a segurança alimentar e renda dos agricultores familiares.