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O biogás de aterros sanitários é formado de vários tipos de gases, principalmente metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2), que, juntos, perfazem, aproximadamente, 99% de seu volume total; o biogás é gerado pela decomposição anaeróbia da fração orgânica dos resíduos sólidos urbanos. Mais especificamente em relação ao metano, são vários os fatores que afetam sua formação: os relacionados com os ambientes externo e interno das células (locais onde estão instalados os aterros) e os relacionados com a forma de construção e operação dos aterros e as características iniciais dos resíduos. Em relação a esses fatores, é correto afirmar que:
A faixa ótima de temperatura para a geração de metano é de 15°C a 25°C, sendo que temperaturas acima dos 25°C propiciam severas limitações para a atividade metanogênica.
A decomposição biológica da matéria orgânica é totalmente independente da presença de umidade, uma vez que a atividade microbiana é pouco influenciada pela quantidade de água disponível.
O potencial Hidrogeniônico (pH) influi na formação de metano, já que a atividade das bactérias metanogênicas é bastante sensível às suas variações. O pH ótimo para o desenvolvimento dessas bactérias está na faixa entre 6 e 8.
Aterros com altura moderada e com um sistema eficiente de aeração dos resíduos fomentarão o predomínio de atividade anaeróbia; deve-se, assim, evitar a compactação da massa de resíduos, uma que vez que a baixa densidade propicia um desejável aumento da fase aeróbia.