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A legislação de controle da drenagem urbana favoreceu o uso de medidas de macrodrenagem pelos empreendedores.
O método de cálculo de redes de condutos de águas pluviais conhecido como Método Racional é o mais simples e pode ser aplicado para o caso de pequenas bacias de contribuição, porém não leva em conta o efeito de armazenamento de água nos condutos da rede de águas pluviais, acarretando o conseqüente superdimensionamento do sistema.
A impermeabilização do solo, impossibilitando a drenagem, aumenta a captação de recursos hídricos.
Quanto maior for o valor adotado para o coeficiente de escoamento superficial de determinada área, ou coeficiente de deflúvio, maior será a vazão de dimensionamento do sistema. Por isso, no projeto, devem ser consideradas as condições futuras de impermeabilização do terreno.
as bocas-de-lobo devem ser dimensionadas para interceptar todo o caudal que escoa pela sarjeta
as bocas-de-lobo são localizadas imediatamente a montante das curvas das guias nos cruzamentos das ruas, em pontos baixos do perfil, e em pontos intermediários, segundo as necessidades de captação de água.
a primeira boca-de-lobo deverá ser instalada no ponto em que o escoamento pluvial atingir o limite da capacidade de vazão da sarjeta
o tempo de escoamento da água na sarjeta pode ser calculado pelo quociente entre o comprimento da sarjeta e a velocidade da água no percurso da sarjeta, o que é uma função da declividade longitudinal da sarjeta
as dimensões da galeria de águas pluviais não devem decrescer na direção de jusante, mesmo que, com um eventual aumento da declividade, um conduto de menor diâmetro tenha a capacidade adequada para escoar a vazão do trecho
São partes integrantes dos sistemas de drenagem urbana, entre outras, os tubos de ligação ou conectores, que são condutos concebidos especialmente para ligar as bocas-de-lobo diretamente aos coletores de águas pluviais, qualquer que seja o diâmetro destes.
Do ponto de vista qualitativo, o grau de urbanização interfere na drenagem com o aumento do escoamento superficial diminuindo a capacidade de reserva de água na superfície e nos aqüíferos.
No projeto do sistema de drenagem urbana, quanto menor for o valor adotado para o período de retorno ou tempo de recorrência, maior será o valor da vazão de pico de projeto e, conseqüentemente, mais cara e mais segura será a obra.
Anualmente, aproximadamente 47 mil km3 retornam aos oceanos, a partir dos rios, represas, lagos e águas subterrâneas. Mesmo se essa drenagem fosse distribuída igualmente em todos os continentes, cada uma das pessoas/habitantes do planeta Terra (aproximadamente 6 bilhões) não teria disponível a quantidade de água necessária às funções fundamentais.
O impacto da urbanização sobre a drenagem urbana reflete-se intensamente no pico de vazão de cheia, dependendo da porcentagem de área urbanizada e da porcentagem de área servida por obras de drenagem urbana.
A boca-de-lobo é um dispositivo componente da macrodrenagem.
Ao conceber-se um sistema de drenagem de águas pluviais de uma cidade, devem ser localizadas bocas-de-lobo nas esquinas de ruas, imediatamente a montante das curvas das guias nos cruzamentos e das faixas destinadas à travessia de pedestres.
A infiltração é controlada, entre outros fatores, pelo tipo, textura e estrutura dos solos, pela declividade do terreno e pela ocupação da bacia.
Não fazem parte de um sistema de drenagem urbana
os ramais prediais e as caixas de gordura
os poços de visita e as tubulações conectoras
as caixas de ligação e as galerias
as bacias de detenção e os bueiros
as bacias de dissipação e de detenção
O método racional de cálculo do sistema de drenagem baseia-se na hipótese de que o terreno mantém o seu grau de permeabilidade constante enquanto perdura a chuva, e que a chuva cobre simultaneamente toda a área da bacia de drenagem com intensidade uniforme do princípio ao fim da precipitação.
Fazem parte das principais medidas sustentáveis na fonte a detenção de lote que controla a vazão máxima, o uso de áreas de infiltração para receber águas de áreas impermeáveis e os pavimentos permeáveis. Essas duas últimas medidas contribuem na diminuição dos impactos da poluição.
No método racional de cálculo do sistema de drenagem urbana, utiliza-se um coeficiente de escoamento superficial, também conhecido como coeficiente de impermeabilização ou de deflúvio, que pode ser considerado no projeto como uma constante para uma mesma área. Entretanto, existem pesquisas que mostram que o valor desse coeficiente pode variar no tempo com a duração da chuva.
Quando se dimensiona o sistema de drenagem urbana, tem-se de adotar um valor de período de retorno, o que equivale a dimensionar o sistema para uma vazão que pode ser ultrapassada. Isso significa que, em assim fazendo, se decide automaticamente o risco de inundações a que a população ainda estará sujeita, mesmo após o início de funcionamento do sistema de drenagem completo.
O procedimento de escoar a água precipitada o mais rápido possível, adotado no Brasil, foi praticado nos países desenvolvidos desde o início da década de 70 do século XX.
As detenções são reservatórios urbanos mantidos secos que se transformarão em bacias hidrográficas detentoras da inundação.