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No projeto de uma viga de concreto armado para um mezanino, submetida a um elevado momento fletor positivo, o engenheiro de estruturas deve garantir a segurança no Estado Limite Último (ELU) e o controle da fissuração no Estado Limite de Serviço (ELS). A viga possui seção retangular e será executada com concreto C30 e aço CA-50. Considerando as prescrições da NBR 6118, assinale a alternativa que descreve um procedimento de dimensionamento ou detalhamento correto.
O espaçamento horizontal entre as barras da armadura de tração deve ser o menor possível, permitindo-se o contato entre as barras para otimizar o posicionamento na fôrma, desde que não ultrapasse 20 cm.
Para garantir a dutilidade e o aviso de ruína, o dimensionamento à flexão deve ser realizado no Domínio 2, posicionando a linha neutra (x) de forma que sua profundidade relativa (x/d) seja inferior ao limite de 0,45 para concretos até C50, assegurando que a armadura de tração escoe antes da ruptura do concreto.
No dimensionamento ao cisalhamento, os estribos podem ser dispensados caso a força cortante solicitante seja inferior à força cortante resistida pelo concreto (Vc), mesmo que a viga não seja de pequena importância e a seção seja alta.
A armadura de pele é necessária apenas em vigas com altura superior a 80 cm e sua função é exclusivamente combater a retração do concreto, não tendo efeito no controle da fissuração por flexão.
Deve-se adotar uma taxa de armadura mínima de tração de 0,4% da área da seção transversal da viga, independentemente da resistência do concreto, para evitar a ruptura frágil logo após a fissuração.


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