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A caracterização laboratorial do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) é fundamental para prever o seu comportamento reológico durante a usinagem, aplicação, compactação e vida útil do pavimento. Para essa avaliação, são realizados ensaios empíricos e fundamentais padronizados pelas normas do DNIT.
A respeito dos ensaios de caracterização e das propriedades reológicas dos ligantes asfálticos, todas as afirmações abaixo estão corretas, EXCETO uma. Assinale-a.
O ensaio de penetração mede a consistência do ligante à temperatura de 25 °C através do afundamento de uma agulha padronizada (100g, 5s), onde valores menores de penetração indicam um asfalto mais rígido/duro.
O ensaio do ponto de amolecimento (método do Anel e Bola) determina a temperatura em que o ligante muda do estado sólido/semissólido para o estado fluido sob condições padronizadas de aquecimento, sendo uma referência vital para avaliar o risco de deformação permanente em altas temperaturas.
O índice de suscetibilidade térmica (como o Índice de Penetração de Pfeiffer e Van Doormaal) é calculado correlacionando-se os resultados do ensaio de penetração a 25 °C e os do ponto de amolecimento, quantificando o quanto a consistência do ligante varia em função da variação da temperatura.
O ensaio de ductilidade mede a capacidade do ligante de se deformar plasticamente sem se romper sob tração a 25 °C, sendo que valores elevados de ductilidade indicam que o ligante é extremamente suscetível à oxidação precoce e ao fraturamento frágil.
O ensaio de viscosidade (Saybolt-Furol ou Rotacional Brookfield) avalia a resistência interna do ligante ao escoamento em temperaturas elevadas (135 °C a 177 °C), sendo indispensável para a fixação das temperaturas ideais de usinagem e compactação das misturas asfálticas.