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Durante a avaliação técnica de um hospital de porte médio, o engenheiro eletricista identificou ausência de plano formal de gerenciamento de risco elétrico, inexistência de simulações de falha em sistema de energia ininterrupta e uso de dispositivos DR em circuitos de suporte à vida. Considerando as particularidades normativas, funcionais e estratégicas de ambientes hospitalares críticos, assinale a alternativa correta.
O gerenciamento de risco elétrico em hospitais deve considerar apenas falhas de origem interna, pois oscilações externas são responsabilidade da concessionária e não requerem plano de contingência próprio da instituição.
A instalação de dispositivos DR (diferencial residual) é obrigatória em todos os circuitos de alimentação de equipamentos biomédicos, inclusive aqueles que mantêm funções vitais, desde que a sensibilidade esteja ajustada abaixo de 30 mA para máxima proteção ao paciente.
A adoção de fontes de energia ininterrupta (UPS) elimina a necessidade de grupos geradores, desde que a autonomia da bateria seja superior ao tempo médio de restabelecimento do fornecimento elétrico pela concessionária.
A simulação periódica de falha de energia e a avaliação da transição automática para sistemas UPS e geradores são partes essenciais do gerenciamento de risco, e devem ser planejadas, executadas e validadas sob responsabilidade do engenheiro eletricista.
A responsabilidade pelo gerenciamento de risco elétrico é atribuída exclusivamente ao engenheiro clínico, que deve avaliar os riscos associados à falha de equipamentos médico-assistenciais, independentemente da origem elétrica.