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Uma área degradada tanto pode ser recuperada para fins ambientais como para fins econômicos. São consideradas áreas degradas as áreas que:
são próprias para agricultura
sofreram destruição, mas mantiveram a regeneração biótica
não possuem regeneração natural
são próprias para pecuária
possuem regeneração natural
Um lago eutrofizado artificialmente apresenta excesso de energia acumulada. A recuperação desse lago tem como intuito eliminar o excesso de energia através da redução da concentração de nutrientes e compostos orgânicos nele lançados. Atualmente, existem diferentes técnicas para o controle da eutrofização e recuperação de lagos. Qual das técnicas abaixo NÃO serve para o controle da eutrofização e recuperação de lagos?
Retirada de macrófitas aquáticas
Oxidação química do sedimento
Aeração
Ativação de nitrificantes
Retirada de sedimento por sucção
Para se conseguir atingir o objetivo da restauração de áreas degradadas, uma das técnicas recomendadas é a utilização de técnicas de nucleação. A nucleação é entendida como a capacidade que uma espécie tem de melhorar significativamente o ambiente, facilitando a ocupação dessa área por outras espécies.
Assinale a alternativa que apresenta exemplos de técnicas de nucleação.
Em um projeto de recuperação de uma área degradada com 10 ha, definiu‐se o plantio de leguminosas arbóreas, num espaçamento de 4,0 m X 5,0 m, com mortalidade de 15%. O número de mudas necessárias será de
5.750.
6.000.
7.150.
7.950.
8.150.
Condução da regeneração natural, plantio por sementes ou mudas e sistemas agroflorestais são técnicas utilizadas em projetos de recuperação de áreas degradadas.
Na elaboração de projetos de recuperação de áreas degradadas (PRAD), que visam fomentar as atividades de reflorestamento em pequenas propriedades rurais, é necessária a previsão de um monitoramento através de indicadores ecológicos, para controlar o processo e alcançar o sucesso da restauração ecológica esperada.
Em geral, as espécies de transição possuem crescimento lento, intolerância à luz, florescimento e frutificação tardios, baixa produção de sementes, difícil dispersão e grande porte.
Na recuperação de matas ciliares, o modelo de ilhas vegetativas caracteriza‐se por
utilizar fragmentos de vegetação que irão atuar como núcleos de expansão.
adotar plantios ao acaso, mesmo com a dificuldade de se combinar pioneiras com não pioneiras.
combinar espécies intolerantes à sombra com espécies finais da sucessão.
alternar uma linha com uma espécie pioneira com uma linha de espécie não pioneira.
utilizar o arranjo de uma muda de não pioneira ao centro, cercada por quatro mudas de pioneiras.
A preocupação com a reparação de danos provocados pelo homem aos ecossistemas não é recente e atualmente desponta como um importante desafio a ser superado. Neste sentido, têmsidoestabelecidasplantaçõesflorestaisno Brasil desdeoséculo XIXpordiferentesrazões. Entretanto, somente na década de 1980, com o desenvolvimento da ecologia da restauração como ciências, o termo restauração ecológica e suas derivações passaram a ser mais claramente definidos. Considereos 6 (seis) termosaseguirpararesponderaquestão.
- processos erosivos
- ausência de cobertura vegetal
- diminuição de cobertura vegetal
- deposição de lixo
- compactação do solo
- assoreamento dos rios
Consideram-se sintomas de áreas degradadas, dentre os seis itens listados:
A degradação de formações ciliares (às margens dos rios) não pode ser discutida sem considerar sua inserção no contexto do uso e da ocupação do solo brasileiro. No Brasil, assim como na maioria dos países, a degradação das áreas ciliares sempre foi e continua sendo fruto da expansão desordenada das fronteiras agrícolas. Em relação à recuperação de uma área ciliar degradada assinale a alternativa correta.
Uma técnica considerada eficaz para a maioria dos programas de recuperação de áreas degradadas, o isolamento da área não é indicado em áreas ciliares, pois pode impedir a chegada de novos propágulos.
Deve ser vedado o incentivo à recuperação da área consorciada com espécies de interesse econômico, para que se preserve a qualidade da água dos corpos hídricos.
Em muitos casos, é recomendada a eliminação seletiva ou desbaste de espécies competidoras como gramíneas, trepadeiras e bambus.
O uso de espécies arbóreas exóticas, de crescimento rápido e com produção de frutos carnosos que atraiam a fauna, deve ser incentivado nestes programas.
Por se tratar de áreas naturalmente pobres em biodiversidade autóctone, devem ser induzidos e conduzidos propágulos alóctones para aumentar a diversidade.
Rompida a resiliência de um ecossistema, a recuperação da área degradada será possível com a ação antrópica, por meio, por exemplo, da reabilitação.
A recuperação de áreas degradadas tem como objetivo restituir um ecossistema ou uma população silvestre degradada à condição de não degradada, mesmo que esta seja diferente da condição original.
A recuperação de áreas degradadas é um recurso utilizado quando a melhor (ou talvez a única viável) solução for o desenvolvimento de atividade alternativa adequada ao uso humano e não a reconstituição da vegetação original, desde que seja planejada de modo a não causar impactos negativos no ambiente.
A recuperação por redefinição ou por redestinação tem objetivos definidos de utilização diferentemente das condições originais em que se encontrava a área degradada havendo, nesse caso, a necessidade de forte intervenção do homem.
As operações de manutenção, fundamentais para o desenvolvimento das mudas, deverão se prolongar pelo prazo mínimo de 18 meses após o plantio, sendo elas o combate a formigas, a execução de capinas periódicas em um raio mínimo de 60 centímetros ao redor das mudas (coroamento) e roçadas frequentes para evitar a concorrência de outras plantas.
Na recuperação de áreas degradadas, a seleção e a disposição das espécies florestais arbóreas utilizadas em plantios deverão ser feitas com base em uma série de características inerentes às próprias espécies. De maneira geral, as espécies florestais podem ser classificadas de acordo com o grupo ecológico a que pertencem em: (1) pioneiras, (2) secundárias iniciais, (3) secundárias tardias e (4) clímax.
Classifique agora as características a seguir de acordo com esses grupos:
( ) crescimento muito lento e tempo de vida muitas vezes superior a 100 anos.
( ) sementes sem dormência e intolerante à sombra mesmo no estagio juvenil.
( ) regeneração pelo banco de sementes e tempo de vida curto.
( ) dispersão das sementes principalmente pelo vento e tolerante à sombra no estágio juvenil.
Essas características referem-se respectivamente aos grupos:
3, 2, 1, 4;
4, 3, 2, 1;
4, 2, 1, 3;
1, 2, 4, 3;
3, 1, 2, 4.
Com relação ao papel do banco de sementes na restauração de área degradada é incorreto afirmar:
a permanência da semente no banco depende de fatores fisiológicos (germinação, dormência e viabilidade) e ambientais (umidade, temperatura, luz, presença de predadores de sementes e patógenos).
banco de sementes transitório são aquelas formadas por sementes de vida curta, que não apresenta dormência e germinam dentro de um ano após dispersão.
quando ocorre uma perturbação na floresta ou abertura de clareira, as sementes de espécies clímax são as primeiras a colonizarem o espaço.
tegumento impermeável, embrião imaturo ou rudimentar e presença de substâncias inibidoras são os principais mecanismos de dormência em sementes florestais.