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Aspectos como a disponibilidade de material vegetativo para diferentes regiões e paisagens, a capacidade de adaptação às condições adversas de cada local e o conhecimento do comportamento silvicultural das espécies em consórcio com outras plantas devem ser observados na escolha de espécies para sistemas agroflorestais.
As sementes de paricá e mogno são muito procuradas pelas empresas madeireiras e por pequenos produtores devido, entre outros aspectos, ao rápido crescimento das espécies e ao bom preço das madeiras no mercado.
Em povoamentos florestais com ciclo de corte longo para a produção de madeira, a operação de desbaste é de suma importância, pois favorece o crescimento em diâmetro das árvores remanescentes.
É correto dividir os sistemas silviculturais aplicados às florestas tropicais úmidas em monocíclicos — nos quais a regeneração avançada é retida para produzir árvores comercializáveis em ciclos de corte posteriores — e policíclicos — em que o crescimento já acumulado na regeneração não é considerável; nesse caso, o sistema depende quase que completamente das plântulas da regeneração para produzir uma colheita, que estará pronta somente em uma rotação.
A produção de matéria-prima é mantida pelo aumento no ciclo de corte e no limite de diâmetro e(ou) pelo aumento no número de espécies exploráveis. Praticamente todas as florestas existentes são manejadas continuamente no mesmo tratamento e na mesma forma de manejo e condução.
Na colheita da madeira, o solo fica exposto e sujeito à ação direta da chuva, com possibilidades de ocorrência de erosão, o que pode ser evitado por meio de uma técnica que consiste na construção de curvas de nível um ano antes da colheita.
A operação de desbaste tem como objetivo a remoção das árvores doentes do povoamento para concentrar o potencial produtivo nos indivíduos sadios.
Embora a regeneração conduzida por meio de tratos silviculturais seja feita, basicamente, a partir da brotação de cepas, a quantidade de árvores reservadas garante adequada disseminação e reestocagem natural, além de incluir essências madeireiras, espécies frutíferas e espécies fornecedoras de produtos menores.
O desbaste de liberação, variação do sistema de seleção tradicional, baseia-se em três fatores: identificação do maior número possível de árvores de espécies comerciais com diâmetro à altura do peito (DAP) entre 10 cm e 60 cm; seleção e liberação de competição das melhores delas; e remoção de árvores do estrato superior que estejam competindo com uma árvore selecionada.
O conhecimento do comportamento ecofisiológico das espécies de plantas é importante para se decidir se o desbaste será por abate, anelamento ou envenenamento, pois a germinação e a sobrevivência de grupos de espécies dependem de diferentes graus de abertura no dossel.
Os tratamentos silviculturais recomendados para promover e estimular a regeneração das cepas incluem rebaixamento de tocos com mais de 10 cm de altura; corte de mudas malformadas e redução no número de brotos para cinco ou seis por cepa.
A miniestaquia é uma técnica de propagação vegetativa de espécies florestais a partir do brotamento de plantas propagadas pelo método de estaquia convencional. Essa técnica é utilizada devido à sua eficiência e ao fato de ser realizada em laboratório de micropropagação vegetativa.
Considere o texto a seguir, dividido em três segmentos, para responder a questão.
I. O sistema silvicultural que ocorre quando a totalidade de madeira comercial é abatida em uma só operação,
II. Tem o objetivo de criar uma floresta alta manejada e composta predominantemente por espécies comerciais.
III. As espécies devem ter capacidade de produzir sementes com regularidade e em grande quantidade, e a manipulação do dossel superior deve facilitar a regeneração e ao mesmo tempo evitar a competição pelos recursos entre a regeneração e as espécies indesejáveis.
Com respeito à especificidade do sistema silvicultural monocíclico, está(ão) correto(s) o(s) segmento(s):
Nos povoamentos florestais com espaçamentos mais largos, a densidade de plantas será menor, logo, a produção de madeira por unidade de área aumentará, visto que as árvores terão maior crescimento em diâmetro do que as plantadas em espaçamentos estreitos.
A desrama é a operação que evita a nodosidade na madeira, na qual se produz uma tora de madeira limpa e com maior conicidade.
As condições para a aplicação do sistema de talhadia incluem produção de lenha e de madeira de pequeno porte; alta capacidade de brotação das espécies manejadas; baixo custo e rápido retorno em relação aos sistemas de floresta alta.
O espaçamento entre árvores influencia na idade de corte da floresta plantada, sendo que o espaçamento 3 m x 2 m, devido à maior densidade de indivíduos, é mais recomendado para o plantio de rotações curtas quando comparado com o espaçamento 2 m × 2 m.
No preparo da área para plantio florestal, são definidos vias de acesso, dimensionamento e posicionamento de talhões, ações que facilitarão as operações de plantio, tratos culturais, operações de proteção e delimitação de ciclos de corte do povoamento.
O espaçamento utilizado no plantio deve ser considerado no planejamento de desbastes, uma vez que espaçamento menor faz que a competição ocorra mais cedo, acelerando o início das operações de desbastes.
Em silvicultura, no que diz respeito à regeneração do povoamento pós-exploração, a semeadura direta no campo é pouco praticada. Os processos mais comuns são a regeneração por meio de plantio de mudas (provenientes de sementes ou enraizamento de estacas) e brotação de cepas.