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Em florestas tropicais, o enriquecimento é aplicado em áreas submetidas a corte raso ou sob clareira, com o uso de espécies que possuam características para desenvolvimento sob alta intensidade luminosa.
A talhadia é um método de reprodução vegetativa feita por meio da condução de brotações das árvores cortadas ou aneladas, aplicado em povoamentos equiâneos e homogêneos.
Havendo sinais de distúrbios ocasionados pelo corte raso de floresta em áreas de preservação permanente, deve ser indicado o sistema Taungya, com plantios intercalados de espécies florestais pioneiras e clímax, em linhas ou faixas, visando à recuperação da vegetação natural.
A entrada de luz na copa das árvores em uma floresta nativa estimula o bom crescimento de todas as espécies. O desbaste de liberação é uma das técnicas recomendadas para esse tipo de ação silvicultural.
Durante o desenvolvimento de um povoamento ocorre competição entre as árvores, gerando uma diferenciação nas camadas de copas. As árvores dominantes são aquelas cujas alturas de copas estão logo abaixo do dossel superior do povoamento.
A densidade de um povoamento pode ser corretamente regulada por meio da intensidade de desbaste (Id), que é a interação conjunta de dois fatores pela razão entre eles (volume removido no desbaste/intervalo em anos entre desbastes).
Conhecimentos acerca das espécies presentes em um povoamento, suas exigências ecológicas, suas quantidades, distribuições e dimensões permitem uma intervenção correta no povoamento.
De maneira geral, quanto maior a densidade de um povoamento arbóreo, maior a tendência do crescimento das árvores em cultura e menor o diâmetro das árvores individuais.
Em florestas nativas, o corte raso é uma intervenção silvicultural importante durante a fase de execução do plano de manejo sustentado, visando o aproveitamento racional da floresta.
As árvores dominadas podem fazer parte do teto superior da floresta, freqüentemente abafando as árvores dominantes.
O desenvolvimento de mudas de árvores produtoras de madeira tropical sob dossel fechado é muito lento. Algumas vezes, faz-se necessária a abertura da copa — retirada de algumas árvores sem valor comercial — para promover o desenvolvimento das espécies de interesse comercial.
Os fatores condicionantes da desrama natural de árvores incluem a densidade de um povoamento. Quanto menos denso o povoamento, menor é a incidência de luz nos galhos inferiores das árvores, vindo estes a cair.
O desbaste de copa deve ser efetuado no dossel superior de copas e deve começar removendo-se árvores dominantes, pouco promissoras, atingindo, em seguida, as co-dominantes.
O desbaste reduz o número de árvores de um povoamento, oferecendo maior espaço para o desenvolvimento da copa e das raízes das árvores remanescentes.
Um fator importante a considerar na derrama natural é a densidade do povoamento. Quanto mais denso for um povoamento, menor será a incidência de luz nos galhos inferiores das árvores e, como conseqüência, os galhos secarão, vindo a cair.
Um tratamento silvicultural possível de ser aplicado nos talhões já explorados é o chamado desbaste de liberação. Esse desbaste consiste em eliminar árvores não-comerciais cujas copas estejam sombreando as árvores marcadas para o próximo corte.
Não existe relação entre o desenvolvimento das árvores e a densidade do povoamento. Assim, a elasticidade nos adensamentos não altera o rendimento do povoamento.
Os povoamentos compostos de espécies heliófilas e umbrófilas, em idade mais avançada, mostram tendências de formarem um dossel único, uniforme, composto de um estrato contínuo.
A regeneração florestal é a reposição de uma floresta por meio do uso de sementes ou por processos vegetativos. Essa reposição constitui a força vital que permite a perpetuação das espécies e das florestas.
O anelamento também pode ser corretamente utilizado como um trato silvicultural, objetivando a regeneração natural de uma floresta. Por meio desse procedimento, é possível eliminar árvores sem valor comercial, favorecendo a regeneração do povoamento.