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O desbaste mecânico ou sistemático visa a remoção de árvores que compõem os dosséis mais baixos do povoamento, as quais apresentam menor crescimento em razão da competição que sofrem.
Em áreas naturais submetidas a corte raso, o banco de sementes relativamente não-perturbado e a rebrota de troncos e raízes contribuem para o rápido estabelecimento da vegetação.
O desbaste é uma prática silvicultural que contribui para a formação de árvores com troncos retos, finos e livres de nós.
Entre as práticas agrícolas conservacionistas, o plantio direto apresenta as seguintes vantagens:
controla a erosão, aumenta a produção agrícola e promove a economia de combustíveis, lubrificantes, máquinas e implementos
controla a erosão, mantém ou melhora a estrutura do solo e reduz a oscilação de temperatura do solo;
aumenta a umidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e aumenta a produção agrícola;
controla a erosão, reduz os custos com defensivos agrícolas e dispensa o uso de irrigação;
aumenta a evaporação do solo, reduz o custo de produção e prolonga o período de semeadura.
Os sistemas agroflorestais são indicados para recuperação de áreas degradadas por atividades agropecuárias. O plantio de leguminosas arbóreas é uma alternativa geralmente de baixo custo, viável para atingir tal meta, que favorece a redução da erosão do solo, o aumento da capacidade de retenção de água no solo e o aumento da disponibilidade de nutrientes.
O estabelecimento de árvores é possível em área de pastagens abandonadas, mesmo havendo baixas densidades de sementes de árvores no banco de sementes do solo e taxas reduzidas de chegada de sementes.
O objetivo principal do desbaste de árvores em um povoamento é influenciar na ecologia da população, favorecendo as espécies umbrófilas, maiores produtoras de incrementos madeireiros.
A operação silvicultural denominada abertura de copagem ou copa consiste na eliminação de árvores de alto valor comercial em uma floresta, favorecendo o desenvolvimento de mudas — que é muito lento sob dossel fechado — e, conseqüentemente, a regeneração natural.
O principal fator que afeta a desrama natural, além do fator genético, é a densidade de um povoamento. Quanto menos denso um povoamento vegetal, menor é a incidência de luz nos galhos inferiores das árvores, o que provoca a queda dos mesmos.
Em um sistema silvicultural monocíclico, o estoque de madeira comercializável na floresta é explorado em uma única operação silvicultural, tendo como meta a transformação ou substituição da floresta nativa em uma floresta alta equiânea e heterogênea quanto à composição de espécies, considerando-se, principalmente, os objetivos econômicos da atividade e a ocorrência de espécies de interesse comercial na área.
Em um povoamento composto de espécies umbrófilas, em que os sítios são ricos em nutrientes e com bastante umidade, os estratos são homogêneos, contínuos e uniformes.
A poda se destaca como um sistema silvicultural que visa à obtenção de madeira de melhor qualidade e livre de nós para processamento em serrarias e laminadoras. Além disso, acarreta redução do risco de incêndios e dos custos de exploração.
Na ocasião do corte, as árvores devem ser avaliadas considerando seus potenciais, devendo-se remover inicialmente as maduras e as inferiores.
Análises estruturais permitem deduções de origem, características ecológicas e sinecológicas, dinamismo e tendências futuras das florestas.
As árvores colonizadoras de superfícies abertas geralmente são espécies helófitas ou heliófilas. A regeneração dessas espécies em geral ocorre sem maiores dificuldades.
No Brasil, devido às condições de crescimento particularmente vantajosas encontradas pelas espécies plantadas, principalmente pinus e eucalipto, aos sete anos de idade seus povoamentos estão aptos a serem cortados para a produção de madeira serrada.
Variações fotoperiódicas transmitem às plantas informações acerca da alternância das estações do ano. Dessa forma, em condições naturais, as plantas de dia curto florescem em condições de 8 horas de luz e 16 horas de escuro, enquanto as plantas de dia longo florescem em condições de 16 horas de luz e 8 horas de escuro.
De maneira geral, a poda nas plantações industriais de eucalipto não traz melhoria à qualidade da madeira, pois os nós permanecem e a conicidade do tronco aumenta.
A definição de um dado espaçamento entre plantas tem um efeito muito forte, tanto no crescimento como na formação da madeira, em função da intensa competição por nutrientes, água e luminosidade.