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A microscopia eletrônica de varredura, é uma técnica de caracterização e análise de materiais muito versátil e usada rotineiramente para a análise microestrutural de materiais sólidos. Apesar do ferramental possuir uma grande complexidade em seus mecanismos para a obtenção da imagem, o resultado é uma imagem de muito fácil interpretação. Nesta técnica os elétrons são acelerados por uma diferença de potencial e dirigidos em uma coluna através de lentes eletromagnéticas que atuam como colimadoras, forçando o feixe a atingir a superfície da amostra. Bobinas de varredura fazem com que o feixe se movimente pela superfície da amostra e sinais emitidos a partir desta atingem um detector, estes sinais são amplificados e então utilizados para a formação da imagem superficial da amostra. Nesta técnica também ocorre a geração de raios-x que podem ser utilizados para produzir análises químicas elementares. Sobre esta técnica é INCORRETO afirmar que:
a técnica apresenta alta resolução espacial, permitindo a determinação (qualitativa, semiqualitativa e quantitativa) da composição química elementar de partículas com diâmetro da ordem de poucos micrômetros.
o material pode ser visualizado durante a análise, propiciando assim a correlação entre a composição química e a morfológica da amostra.
em sua maioria de aplicações, a técnica pode ser considerada como um ensaio não destrutivo, em termos de recuperação do material, bem como a incidência do feixe não acarreta modificações na composição química da amostra.
devido ao seu princípio de funcionamento, apenas amostras que apresentem uma boa condutividade elétrica podem ser observadas e analisadas quimicamente.
este método é de grande eficiência em relação ao tempo de análise de morfologia, tamanho de partícula e dosagem química elementar (principalmente qualitativa).