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Segundo Araújo e Iris (2021, o fenômeno da absorção atômica foi descrito nas observações de Fraunhofer, em 1814, em seu estudo sobre o espectro do sol. Fraunhofer observou que não havia registro de emissão de radiação eletromagnética pela luz solar em comprimentos de onda bem definidos. Este fenômeno foi creditado à absorção desta radiação pelos elementos químicos que compunham a estratosfera solar. Posteriormente, Bunsen e Kirchhoff, em 1860, propuseram a identificação de diversos elementos químicos apenas pela observação de sua emissão em uma chama.Entretanto, a espectrometria de absorção atômica (AAS, do inglês Atomic Absorption Spectrometry) só foi admitida como técnica analítica em 1955, com as publicações de Walsh, que, junto a seus colaboradores, na Austrália, desenvolveu a técnica inovadora de utilizar o espectro de absorção atômica no lugar de emissão atômica e absorção molecular. Pode-se dizer que a importância das técnicas analíticas baseadas na absorção, emissão ou fluorescência atômicas são justificadas porque:
permitem a determinação da massa molar de compostos químicos
são úteis para identificar a estrutura molecular de substâncias
facilitam a quantificação de elementos químicos em amostras complexas
são utilizadas para medir a temperatura de reações químicas
auxiliam na determinação da densidade de sólidos e líquidos