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Um Estatístico de um órgão público foi designado para coordenar uma pesquisa amostral complexa sobre indicadores socioeconômicos regionais. Durante as fases de planejamento, análise e disseminação dos resultados, o profissional deve pautar rigorosamente sua conduta pelas diretrizes do Código de Ética Profissional do Estatístico (Resolução CONFE Nº 058/1976) e pelas boas práticas de governança de dados (Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal — Decreto 1.171/1994).
Considerando os princípios éticos da profissão, a privacidade dos respondentes e o uso responsável dos resultados, assinale a alternativa correta:
Para garantir a reprodutibilidade metodológica e a transparência em prol do interesse público, o estatístico deve disponibilizar as bases de dados brutas e completas para livre download, sendo a desidentificação direta (remoção de nomes e CPFs) condição suficiente para assegurar a confidencialidade, mesmo em municípios de pequeno porte.
Diante de pressões políticas por resultados favoráveis a uma determinada gestão, o estatístico pode omitir variáveis que apresentem alta taxa de não resposta (missing data) e que alterem a direção das estimativas, desde que justifique formalmente a exclusão com base em critérios estritamente subjetivos de conveniência analítica.
O princípio da integridade profissional estabelece que o estatístico detém o direito de propriedade intelectual absoluto sobre as metodologias movadoras desenvolvidas durante o exercício de sua função pública, podendo retê-las ou ocultá-las de auditorias externas para proteger o segredo industrial do órgão.
Ao divulgar relatórios estatísticos oficiais, o profissional deve reportar exclusivamente os intervalos de confiança e as estimativas pontuais que confirmem as hipóteses iniciais do projeto de pesquisa, abstendose de publicar limitações metodológicas ou vieses de seleção para não reduzir a credibilidade da instituição perante a sociedade.
Em conformidade com o sigilo estatístico e a confidencialidade, as informações individualizadas coletadas não podem ser utilizadas para fins administrativos, fiscais ou de fiscalização, devendo o estatístico recusar pressões institucionais que visem ao uso desvirtuado dos microdados para penalizar indivíduos ou empresas.