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Um gestor público de políticas de desenvolvimento agrícola deseja avaliar se três difer...

Um gestor público de políticas de desenvolvimento agrícola deseja avaliar se três diferentes fórmulas de biofertilizante (F1, F2, F3) produzem efeitos distintos sobre o crescimento inicial de mudas de espécies nativas destinadas a projetos de recuperação de áreas degradadas. Para isso, foi conduzido um experimento completamente casualizado com 60 parcelas homogêneas. As parcelas foram aleatorizadas para receber um dos três fertilizantes (n = 20 por grupo). A variável resposta é o incremento em altura (cm) após 60 dias. Após a coleta dos dados, o gestor observa que a distribuição dos resíduos do modelo apresenta leve assimetria à direita e caudas ligeiramente mais pesadas que a distribuição normal. Ele decide testar a homogeneidade das variâncias entre os grupos (teste de Levene, p = 0,12). O tamanho amostral por grupo é razoável (n = 20), e o interesse primário é comparar as médias dos três grupos, controlando o erro tipo I em 5%.


Com base nesse cenário e nos princípios de estatística experimental, assinale a alternativa CORRETA quanto à técnica mais apropriada para a análise dos dados, justificando os pressupostos e possíveis alternativas.


A

Aplicar diretamente a ANOVA de um fator (one-way ANOVA), pois o teste de Levene não rejeitou a homogeneidade das variâncias e o tamanho amostral é suficiente para robustez à normalidade, segundo o Teorema Central do Limite.


B

Transformar a variável resposta (ex.: logaritmo ou Box-Cox) para corrigir a assimetria e, em seguida, realizar a ANOVA de um fator, pois os resíduos devem se aproximar da normalidade para garantir a validade do teste F.


C

Utilizar o teste de Kruskal-Wallis como alternativa não paramétrica, pois a assimetria residual invalida automaticamente a ANOVA, independentemente do tamanho amostral.


D

Realizar múltiplos testes t de Student com correção de Bonferroni para comparar os três pares de grupos, pois isso dispensa o pressuposto de homocedasticidade.


E

Aplicar a ANOVA de um fator apenas se um teste de normalidade (ex.: Shapiro-Wilk) sobre os resíduos não rejeitar a hipótese de normalidade; caso contrário, usar o teste de Kruskal-Wallis.