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O diagnóstico laboratorial das enfermidades pancreáticas tem sua maior aplicação na avaliação de pancreatites. Em relação às análises bioquímicas dessas enfermidades, assinale a alternativa INCORRETA.
A amilase é encontrada nas glândulas salivares e no pâncreas, necessitando como cofatores de íons cloreto e cálcio para sua atividade ótima, sendo, por isso, o tubo com anticoagulante EDTA o de escolha para a sua análise.
A determinação de amilase é realizada geralmente no soro, entretanto, concentrações na urina, líquidos ascítico, peritoneal e pleural podem ser determinadas com a maioria das técnicas de dosagem.
O pâncreas é a maior fonte de lipase plasmática e, assim, sua acurácia diagnóstica é superior à determinação de atividade da amilase plasmática total, como exemplo, sua sensibilidade diagnóstica é maior na avaliação de pancreatites ocasionadas pelo abuso da ingestão de álcool.
A determinação da atividade de lipase pode ser realizada por diferentes metodologias, entre elas os métodos colorimétricos, que permitem a detecção dos ácidos graxos por reações de mudanças cromáticas verificadas em indicador vermelho de metila presente no sistema de reação.
A enzima tripsina é produzida quase exclusivamente no pâncreas, com pouquíssima atividade enzimática encontrada nas células intestinais, porém sua utilidade no diagnóstico clínico de pancreatites não apresenta significativa diferença se comparada aos ensaios para amilase e lipase.