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Segundo Haines et al. (2020), a insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome progressiva que pode resultar de quaisquer alterações na estrutura ou função cardíaca que prejudiquem a capacidade do ventrículo de encher ou ejetar sangue. O farmacêutico clínico pode atuar, de forma conjunta com o médico, na gestão dessa condição de saúde. Sobre o manejo da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), assinale a alternativa correta.
A digoxina representa tratamento de primeira linha, pelo fato de reduzir a atividade excessiva do sistema nervoso simpático, aumentando a contratilidade do miocárdio, embora deva ter sua dose ajustada para evitar intoxicação digitálica.
Beta-bloqueadores devem ser evitados em ICFEr estável pelo fato de apresentarem um efeito inotrópico negativo, diminuindo a contratilidade cardíaca e agravando os sintomas da doença, como fadiga.
Pelo fato de os inibidores da enzima conversora de angiotensina poderem causar hipocalemia, tosse seca e alteração da função renal, os bloqueadores do receptor da angiotensina II são mais seguros no manejo desta condição.
Para pacientes sintomáticos mesmo com o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina, pode ser sugerido ao médico a adição de um antagonista de receptor de angiotensina II associado a um inibidor de neprilisina, como o sacubitril-valsartana.
Antiinflamatórios não esteroidais e glicocorticoides podem exacerbar a insuficiência cardíaca, devendo o farmacêutico recomendar aos pacientes que não utilizem tais medicamentos.