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Em particular, o problema com a “maconha medicinal” é que...

Em particular, o problema com a “maconha medicinal” é que ela não é uma opção de prescrição que possa ser desenvolvida de acordo com os padrões exigidos para medicamentos prescritos. Esses padrões requerem uma formulação química consistente, pura e bem definida do agente terapêutico, enquanto a maconha medicinal é uma planta não processada que contém cerca de 500 substâncias químicas, incluindo mais de 100 canabinoides.

Medicamentos prescritos exigem um perfil farmacocinético consistente e bem definido, além de dados de segurança e eficácia provenientes de ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo, bem como advertências sobre todos os possíveis efeitos colaterais. No entanto, a maconha medicinal contém compostos que variam de planta para planta, com impurezas residuais, como pesticidas e contaminantes fúngicos, além de uma dosagem que não é bem padronizada.


STAHL, S. M. Stahl's essential psychopharmacology: neuroscientific basis and practical applications. 5. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2021.


Apesar disso, existem evidências substanciais que asseguram benefícios do consumo da Cannabis para


A

hipomania


B

dor crônica.


C

transtornos depressivos.


D

transtorno de ansiedade social.


E

ideação/comportamento suicida.