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Por muito tempo, o diagnóstico das leucemias foi feito apenas pela observação das células do sangue periférico (hemograma) e da medula óssea (mielograma). O problema é que a morfologia, como um único parâmetro, não é suficiente para determinar todos os subtipos de leucemias existentes atualmente. São técnicas que auxiliam e/ou contribuem para a definição do diagnóstico definitivo de uma leucemia aguda:
Citoquímica, citogenética, imunofenotipagem.
ELISA, citogenética e imunofenotipagem.
Hemograma, Western Blot e imunofenotipagem.
Imunohistoquímica, imunofenotipagem e ELISA.
A lesão celular reversível, devido ao acúmulo de água e eletrólitos no citoplasma e nas organelas celulares, por distúrbio hidroeletrolítico, tornando-as volumosas, é denominada
tumefação.
necrose.
tecido de granulação.
osmose.
hiperplasia.
Para classificar um epitélio de revestimento quanto à sua forma (morfologia celular) deve-se observar
as células da camada basal.
a altura das células das camadas intermediárias.
as células superficiais.
a presença de cílios e células caliciformes.
tanto as células basais como as superficiais.
Estudos de correlação in vitro-in vivo (CIVIV), refere-se ao estabelecimento de uma relação racional entre as propriedades biológicas, ou parâmetros derivados destas produzidos por uma forma farmacêutica e suas propriedades ou características físico-químicas (ANVISA).
A correlação que representa uma relação ponto a ponto entre a dissolução in vitro e a velocidade de entrada desse fármaco no organismo in vivo, é chamado de
Correlação de nível B.
Correlação de nível A.
Correlação de nível C.
Correlação de nível C múltipla.
Correlação de nível E.
“É possível encontrá-las nos esfregaços cervicovaginais, mediante o aborto incompleto, indicando descolamento de placenta ou placenta prévia. São células multinucleadas, com números muito ativos, vacuolados, espessa membrana nuclear e citoplasma escasso. Geralmente, aparecem acompanhadas de muco denso e muitos leucócitos e eritrócitos bem conservados ou hemolisados.” A descrição se refere às seguintes células:
β (beta).
Deciduais.
De Muller.
Mioepiteliais.
Trofoblásticas.
O teste citogenético padrão e mais utilizado para a análise dos linfomas é o cariótipo convencional, mas não é o único. Considere as afirmações abaixo.
I - Sondas centroméricas permitem determinar o número de cromossomos.
II - Sondas locus-específicas são utilizadas para identificar translocações e deleções.
III- Sondas de pintura cromossômica são úteis para detectar rearranjos em células interfásicas.
Quais estão corretas, considerando os casos em que a citogenética convencional não é informativa?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas l e II.
I, Il e III.
É frequente no laboratório de citologia clínica o recebimento de material coletado por colposcopistas, ou solicitação de coleta de citologia acompanhada pelo laudo colposcópico. Sobre as análises colposcópicas, assinale a afirmativa correta.
Não são indicadas para a avaliação de verrugas genitais, sinusiorragia e dispareunia.
O colposcópio é um microscópio eletrônico projetado para captar a luminescência de tecidos (fixados com formalina) pelo princípio da teranóstica.
O colposcópio é um dispositivo originalmente projetado para a contagem de células sanguíneas, com maior sensibilidade para as células pré-malignas.
A colposcopia é um procedimento que tem como objetivo identificar lesões, pequenos sangramentos, ou pólipos em porções do intestino grosso e íleo terminal.
Permitem a ampliação de superfícies epiteliais que revestem o trato genital inferior, proporcionando, assim, aumentos de 6 a 40 vezes. Aliada à citologia, a colposcopia constitui uma importante ferramenta no diagnóstico de lesões pré-cancerígenas.
O reconhecimento de leucócitos atípicos ou anormais necessitam de muitas horas de estudo e prática estabelecida. Desse modo, a responsabilidade pela identificação destas células é do supervisor de hematologia ou do patologista, excetuando-se a essa regra a identificação abaixo de:
leucócito atípico visto em infecções virais.
neutrófilo atípico visto em infecções bacterianas.
eosinófilo atípico visto nas reações alérgicas.
linfócito atípico ou reacional visto na mononucleose infecciosa.
basófilo atípico visto em infecções generalizadas.
“Baseia-se em uma técnica que analisa eletronicamente os sinais gerados pelas células em suspensão quando recebem um feixe de luz intenso. A interação entre as células e a luz permite realizar inúmeras medidas de significado biológico, como o espalhamento frontal e lateral da luz e as emissões de fluorescência. A técnica apresenta importantes aplicações clínicas, com destaque para a avaliação diagnóstica e prognóstica de doenças malignas e benignas, transplante de órgãos e tecidos, imunodeficiências primárias e adquiridas.” Trata-se da seguinte técnica:
Eletroforese.
Fluorimetria.
Citometria de fluxo.
Espectrometria de massas.
Cromatografia de alta eficiência.
Os reticulócitos são células imaturas, sendo importante para a classificação das anemias. Assinale a opção CORRETA:
O reticulócito pode ser identificado pela microscopia óptica quando corado com vermelho de cresil brilhante.
O reticulócito aparece com citoplasma azul na coloração de Wright sendo denominado de anisocitose.
Contagem corrigida de reticulócitos = % reticulócitos × hematócrito do paciente / hematócrito normal.
Os reticulócitos não possuem RNA, mitocôndria e organelas.
Durante o processo de armazenamento de um estoque de células em ultra freezer -80, um cuidado necessário é:
autoclavagem das células.
filtração das células.
adição de proteínas.
adição de glicerol.
adição de Salina 10%.
Considerando que lesões malignas invasivas são detectadas por citologia, é possível inferir que os sinais citológicos frequentes destas lesões são:
Espaços nucleares regulares e preenchidos (sem vacúolos).
Ausência de pleomorfismo nuclear e anisocariose, com presença de multinucleação.
Vacúolos citoplasmáticos normais, com casos raros de ceratinização e hiperceratose.
Membrana nuclear íntegra; porém, com irregularidade no contorno e espessamento acentuado.
Presença de hipercromasia que ocorre somente em lesões malignas, atuando, portanto, como um sinal para diagnóstico diferencial.
“Célula grande de média relação núcleo/citoplasma, núcleo irregular convoluto com cromatina reticulada, citoplasma moderado levemente basofílico com projeções, podendo ter vacúolos”.
Essa descrição de células presentes na corrente circulatória, como um dos tipos de leucócitos, refere-se aos
linfócitos.
basófilos.
monócitos.
eosinófilos.
neutrófilos.
Culturas de tecidos animais e vegetais são amplamente utilizadas nos laboratórios de pesquisas biológicas. As culturas de células animais são iniciadas cortando-se amostras de tecidos em pequenos pedaços (em torno de 0,5 mm a 2,0 mm), mantendo-as imersas em uma solução salina estéril.
Esses pedaços de tecido são chamados de
explantes.
microimplantes.
implantes.
fragmentos.
calos.
Sobre a técnica de citometria de fluxo assinale a alternativa CORRETA.
É uma técnica baseada no emprego de ondas ultravioleta.
Realiza a rápida identificação de células no instante que estas passam através de um detector.
É capaz de identificar receptores de superfície, a síntese de proteínas e citocinas, mas não os ácidos nucleicos.
Uma desvantagem desta tecnologia é a possibilidade de analisar apenas um parâmetro por vez.
A mais importante é a citometria iônica, na qual as células também são marcadas com anticorpos conjugados.
assinale a alternativa correta sobre citogenética molecular.
Sondas locus-específicas são úteis para identificar síndromes de microdeleção induzidas por repetições de pequeno número de cópias.
Microarranjo cromossômico apresenta alta especificidade, porém baixa sensibilidade.
FISH não é um método utilizado para diagnóstico de aneuploidia no período pré-natal.
Na leucemia mieloide crônica, o melhor método para detectar a fusão dos genes BRC-ABL é array-CGH.
Pesquisa do gene SRY em homens XX não é detectado por FISH, devido à presença de repetições ALU.
“Apoptose, ou morte celular programada, é um processo essencial para a manutenção do desenvolvimento dos seres vivos, sendo importante para eliminar células supérfluas ou defeituosas. Durante a apoptose, a célula sofre alterações morfológicas características (...) incluem a retração da célula, perda de aderência com a matriz extracelular e células vizinhas, condensação da cromatina, fragmentação internucleossômica do DNA e formação dos corpos apoptóticos” (Grivicich et al., 2007). A fagocitose das células apoptóticas pelos macrófagos está vinculada à exposição de
receptores metabotrópicos na célula apoptótica.
transportadores de cálcio na célula apoptótica.
fosfatidilserina na superfície da célula apoptótica.
receptores Toll-Like na membrana apoptótica.
AMPc na membrana da célula apoptótica.
São considerados marcadores imunofenotípicos de imaturidade de células hematológicas:
CD34 e CD15
CD33 e CD15
CD38 e CD42
CD34 e HLA-DR
O texto a seguir descreve uma metodologia sorológica.
“Esta técnica possibilita detectar três ou mais sinais fluorescentes diferentes coloridos em células, cada um ligado a um anticorpo ou marcador. Permite a análise simultânea da expressão, pela célula, de muitas combinações diferentes de moléculas. Além de sinais fluorescentes, também é possível medir as propriedades das células e a dispersão da luz, o que reflete o tamanho celular e a complexidade interna, respectivamente. Essa informação frequentemente é usada para distinguir diferentes tipos celulares.”
Trata-se de
ELISA.
cromatografia bimedimensional.
Western blotting.
citometria de fluxo.
PCR – RT.
O bloqueio da diferenciação celular é uma das características de transformação maligna. Os retinoides são capazes de induzir diferenciação em linhagens de células tumorais. Na leucemia promielocítica aguda, a monoterapia com tretinoína (ATRA) induz alta taxa de remissão. Sobre os cuidados requeridos com o uso do ATRA, assinale a alternativa correta
O tratamento com indutores de CYP3A4 leva ao prolongamento do efeito terapêutico do fármaco e, por conseguinte, à menor resistência ao ATRA.
Os inibidores da CYP, como os antifúngicos imidazólicos, aceleram a degradação do ATRA e podem levar a hipocalcemia e insuficiência renal, sem resposta mesmo com a interrupção do tratamento.
A combinação com antraciclina aumenta a toxicidade de ambos os fármacos e sem benefício terapêutico, devendo por isso ser evitada.
A baixa biodisponibilidade impede a administração do fármaco por via oral, sendo uma limitação do tratamento exigir acesso endovenoso em ciclos de terapia que chegam a 180 dias.
A ocorrência da síndrome ATRA, caracterizada por febre, dispneia, ganho de peso e infiltrados pulmonares com derrames pleurais ou pericárdicos, pode diminuir acentuadamente com o uso de corticosteroides e quimioterapia.