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O uso prolongado de barbitúricos, mesmo em doses terapêuticas, pode estar associado ao desenvolvimento de dependência. Por esse motivo, usuários crônicos de barbitúricos não devem interromper abruptamente a droga, mas sim gradualmente, durante dias ou semanas, para não desenvolverem sintomas semelhantes aos observados com a retirada do álcool.
Ao contrário da cocaína, ao se retirar a droga de um usuário crônico de maconha, não se observa o aparecimento da síndrome de abstinência.
A dependência de uma droga é caracterizada por uma redução da resposta aos seus efeitos após o seu uso repetido, o que acarreta a administração de doses mais elevadas e, conseqüentemente, o desenvolvimento de tolerância.
O método mais adequado para o tratamento de um dependente em opióides é a interrupção imediata do uso.
O álcool causa depressão do sistema nervoso central, aumentando a inibição ou antagonizando a neurotransmissão excitatória. Acredita-se que o principal alvo da ação do álcool sejam as proteínas constituintes dos canais iônicos, as proteínas cinases ou outras enzimas que participam das vias de sinalização intracelular.
As anfetaminas são estimulantes do SNC porque reduzem a concentração de dopamina na fenda sináptica, ao bloquear a sua liberação pré-sináptica.
A maconha, Cannabis sativa, possui propriedades terapêuticas, podendo ser usada para tratar o glaucoma — porque reduz a pressão intra-ocular — e no tratamento quimioterápico, em que atua como antiemético. Por outro lado, o seu uso crônico no homem pode diminuir os níveis de testosterona e a contagem de espermas.