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No contexto hospitalar, a utilização de fármacos que atuam no sistema nervoso central (SNC) é uma constante na rotina de procedimentos que resultam em internação. O conhecimento acerca da necessidade da farmacoterapia, embasada na relação risco/benefício, compõe uma atividade diária do profissional farmacêutico inserido na equipe multiprofissional de saúde. Aliado a isto, a prática de associações medicamentosas é adotada como estratégia em procedimentos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A respeito da farmacologia do SNC, é correto afirmar que:
A utilização de analgésico opioide associado com antidepressivo tricíclico representa a escolha de tratamento para pacientes com enxaqueca grave, para evitar convulsões e episódios maníacos; uma vez que ambos causam efeito sedativo devido à propriedade anti-histamínica.
A associação de benzodiazepínico com analgésico opioide, devido ao efeito sinérgico depressor do sistema nervoso central, é adotada para indução de coma, em procedimentos que visam à redução da pressão intracraniana, possibilitando a realização de cirurgia neurológica.
A associação de antipsicótico com analgésico opioide constitui a escolha de tratamento para pacientes internados com episódios maníacos inseridos no transtorno maníaco depressivo, pois ambos produzem sedação leve em altas doses.
A utilização de benzodiazepínico com antidepressivo tricíclico e inibidor seletivo da recaptura de serotonina é adotada para minimizar agitação, em quadros clínicos de surtos depressivos, em pacientes portadores de depressão bipolar.