Imagem de fundo

“Se, com efeito, mesmo o forte quisesse ser forte...

“Se, com efeito, mesmo o forte quisesse ser forte, continuou Sócrates, e o rápido ser rápido, e o sadio ser sadio – pois talvez alguém pensasse que nesses e em todos os casos semelhantes os que são tais e têm essas qualidades desejam o que justamente têm, e é para não nos enganarmos que estou dizendo isso – ora, para estes, Agatão, se atinas bem, é forçoso que tenham no momento tudo aquilo que têm, quer queiram, quer não, e isso mesmo, sim, quem é que poderia desejá-lo?” (PLATÃO, O Banquete. Coleção Os Pensadores,Abril Cultural, 1972)

No contexto do diálogo platônico em questão, a discussão sobre o é em, parte, uma discussão sobre o que se deseja, sobre as condições pelas quais desejamos algo. Após o discurso socrático, o quinto entre os convivas do sympósium fica estabelecido que o desejo é:


A

fruto de uma completude entre os amantes.


B

desejo daquilo de que somos carentes.


C

expressão de uma força inconsciente.


D

a força que permite aos homens viverem em harmonia.


E

desejo daquilo que já possuímos.