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(...) quanto mais virtuoso um homem é, mais severo e desconfiado é o seu comportamento,...

(...) quanto mais virtuoso um homem é, mais severo e desconfiado é o seu comportamento, de maneira que, em última análise, são precisamente as pessoas que levaram mais longe a santidade as que se censuram da pior pecaminosidade.


(Freud, S. O mal-estar na civilização)


Freud faz a afirmação acima, argumentando que


A

o santo não elimina seus sentimentos agressivos, apenas os põe sob a inspeção do superego.


B

o virtuoso e o santo, para livrar-se da culpa inconsciente, assumem conscientemente a sua perversão sexual.


C

a autocensura do santo livra-o do mal-estar inconsciente que caracteriza o desenvolvimento civilizatório.


D

a severidade e a desconfiança são, inconscientemente, virtudes essenciais ao ego do homem virtuoso.


E

o homem, enquanto ser humano, peca, mas especialmente os virtuosos e os santos.