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É pois a Tragédia imitação de uma ação de caráter elevado...

É pois a Tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com as várias espécies de ornamentos distribuídas pelas diversas partes [do drama], [imitação que se efetua] não por narrativa, mas mediante atores, e que suscitando o “terror e a piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções”.

(ARISTÓTELES. Poética (Capítulo VI). In: DUARTE, Rodrigo (org.). O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. p. 37.)


Segundo o pensamento aristotélico, é correto afirmar que a Tragédia



A

imita o cotidiano e os homens comuns, da mesma forma que a Epopeia, diferindo apenas em métrica.


B

não é uma imitação dos homens, como na Comédia, mas de ações e de vida, de felicidade ou infelicidade.


C

assim como a Comédia, procura imitar de modo apaixonado, os homens inferiores, focando em sua torpeza anódina e inocente.


D

assim como a Epopeia, não se regula pela política e pela oratória, uma vez que a linguagem do cidadão foi substituída pela fala do orador.