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“O fato mais marcante da vida humana é que temos valores...

“O fato mais marcante da vida humana é que temos valores. Pensamos em modos pelos quais as coisas poderiam ser melhores e mais perfeitas e, portanto, diferentes do que são e também em modos como nós mesmos poderíamos ser melhores, e, portanto, diferentes do que somos. Por que é assim? De onde tiramos estas ideias que vão além do mundo que experimentamos e parecem colocá-lo em questão, julgando-o, dizendo que ele não é satisfatório, que ele não é o que deveria ser? Claramente não as tiramos da experiência, pelo menos não de uma maneira simples. E é intrigante também que estas ideias de um mundo diferente do nosso nos conclamam, dizendo-nos como as coisas deveriam ser e que nós deveríamos tornálas assim”. (Christine KORSGAARD. The Sources of normativity. Cambridge University Press, 1996, p.1. - Tradução de Telma Birchal).


Tomando o texto como referência destaque a atuação do professor ao tratar do assunto com seus alunos.


A

Pode-se tomar como ponto de partida a habilidade “Distinguir entre as esferas dos fatos e dos valores”, definida na Proposta Curricular. Isto pode ser feito mediante a exploração dos pares de conceitos juízos de fato e juízos de valor.


B

Optou-se por introduzir o tema da ética mediante a distinção entre “ser e dever ser”, mas o professor pode traduzir a problemática ao modo dos alunos e apelar a autores e tradições que são necessariamente os indicados aqui.


C

A ideia é evitar que o aluno se sensibilize para uma dimensão fundamental da ética, qual seja a da avaliação sempre possível do “que é” em nome do que “deve ser”, a da sempre possível crítica e negação, ao modo de Platão.


D

A prática efetiva das pessoas, em nome do que seria injusto e incorreto se fazer, é o que chamamos de ética.