Questões de Concurso sobre Filosofia e Educação

 
 
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Ao comparar as duas concepções apresentadas pelo autor, pode-se afirmar que, na pedagogia tradicional, o professor


A

contribui igualmente com o estudante para o processo educacional; enquanto na educação tecnicista o professor é o sujeito da relação de aprendizagem.


B

atua como figura secundária no processo educacional; enquanto na educação tecnicista o professor opera como catalisador dos conteúdos necessários à aprendizagem.


C

é o centro do processo educacional; enquanto na educação tecnicista o professor deve se colocar de forma neutra no processo para não atrapalhar a aprendizagem.


D

é o desencadeador da transformação do processo educacional; enquanto na educação tecnicista o professor é um reprodutor dos conteúdos para a aprendizagem.

Segundo bell hooks, a violência de gênero, especialmente a direcionada às mulheres, está intrinsecamente ligada a um sistema patriarcal de desigualdade e dominação. A partir de uma lente interseccional, bell hooks argumenta que o machismo, a supremacia branca e as desigualdades de classe não atuam isoladamente, mas se entrelaçam e se reforçam, intensificando a violência sofrida por mulheres, em especial as mulheres negras, que se encontram na intersecção de múltiplas opressões. Esses sistemas de poder são usados para controlar e subjugar, e a violência simbólica, perpetrada pela cultura e suas representações, normaliza e agrava a desigualdade de gênero, tornando-se ainda mais perniciosa ao invisibilizar as experiências de violência de quem já enfrenta preconceitos acumulados. Em seu livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), enfatiza a importância da educação como um processo de transformação e de libertação, desafiando as estruturas de poder e as formas tradicionais de ensino. Para a autora, a educação deve ser uma prática política que incite a reflexão crítica, o engajamento e a busca por justiça social.


Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como


A

diálogo; pensamento crítico; promoção da autonomia intelectual; estruturação de conteúdos por áreas de conhecimento; preparação para desafios acadêmicos futuros.


B

transgressão; desenvolvimento de habilidades socioemocionais; estabelecimento de metas claras de aprendizagem; incentivo à participação em atividades extracurriculares.


C

engajamento e paixão; diálogo; pensamento crítico; reconhecimento das experiências; conexão entre teoria e prática (práxis); amor, cuidado e respeito; disposição para transgredir.


D

acomodação dos valores; fomento de um ambiente de respeito mútuo; construção de senso de comunidade escolar; aderência a princípios éticos universais.

Muitos estudiosos têm procurado fixar um método socrático. Fala-se de maiêutica, intelectualismo, diálogo, como princípios metodológicos que conformariam um modo socrático de exercer a posição docente. Porém, uma leitura atenta dos testemunhos mostra uma figura complexa, paradoxal, impossível de fechar numa figura monocórdia, uniforme, consistente. Com efeito, Sócrates transita por caminhos encontrados; diz que não sabe, mas sabe que não sabe e se o saber dos outros pode ou não ser sabido; diz que se investiga a si próprio, mas parece não aceitar ser confrontado; afirma o valor do exame, mas não parece disposto a examinar o que seus interlocutores não querem aceitar… enfim, não há um Sócrates, mas muitos modos, encontrados, de transitar o caminho da filosofia sob esse nome. Contudo, alguns princípios parecem subsistir para pensar, contemporaneamente, a questão metodológica do ensino de Filosofia. Eles se encontram no que poderíamos chamar de as principais possibilidades de pensar a metodologia do ensino de Filosofia.


GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.

In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.


Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?


A

irônica, histórica e temática.


B

irônica, dialética e maiêutica.


C

maiêutica, problemática e histórica.


D

dialética, sofística e intelectualista.

Qual intervenção didática a seguir desenvolve a reflexão crítica dos estudantes diante dos desafios éticos relacionados ao uso da IA em ambientes educacionais?


A

Estudar situações em que a IA apresenta informações fabricadas, relacionando-as a questões filosóficas sobre responsabilidade epistêmica.


B

Estimular o uso da IA como fonte principal de pesquisa, valorizando sua eficiência em compilar informações e gerar respostas.


C

Utilizar a IA para produzir textos sobre ética com maior rapidez e coesão, mesmo que apresentem menor rigor conceitual e veracidade.


D

Adotar o uso da IA como ferramenta para facilitar as tarefas escolares, evitando conflitos éticos e políticos que possam gerar controvérsias.

No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar implícito para qualquer um que tenha experimentado um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar de mensagens cuja procedência exata desconhecemos, mas também das mensagens de nossos correspondentes habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse, por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser violado salvo dissolução de qualquer contrato social”. Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz de instaurar e controlar a observância deste pacto?”


ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade

líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).


Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?


A

Excerto do livro Ética a Nicômaco, de Aristóteles, no qual se destaca a justiça como meio-termo entre extremos.


B

Exibição do documentário Abecedário, de Gilles Deleuze, no qual se apresentam diversos verbetes de relevância filosófica.


C

Adaptação cênica do roteiro de Steve Jobs, de Walter Isaacson, na qual se destaca a importância da empresa fundada por Jobs para a popularização da internet.


D

Leitura fílmica de Não olhe para cima, de Adam McKay, na qual se apresenta o compromisso moral do cientista com a produção do conhecimento verdadeiro.

Qual proposta, a seguir, representa uma intervenção pedagógica adequada para essa professora de 9º ano do Ensino Fundamental enfrentar as disparidades de aprendizagem?


A

Organizar a aprendizagem por meio de exercícios realizados por IA, focando na repetição e na fixação de conteúdos filosóficos.


B

Fundamentar o trabalho docente em textos filosóficos canônicos e decoloniais, afastando o uso da tecnologia da sala de aula.


C

Utilizar a IA para eliminar incertezas nos conteúdos filosóficos, tornando-os mais objetivos e lineares para estudantes com dificuldades.


D

Empregar a IA como tecnologia assistiva, criando conexões entre estímulos sensoriais, linguagem e pensamento conceitual.

Se retomo o diálogo com o meu suposto leitor e lhe pergunto agora: “Quais os nomes de cada uma das ilhas que compõem o arquipélago das Filipinas?” (cerca de 7 100 ilhas). Ou: “Quais os nomes de cada uma das Ilhas Virgens (cerca de 53), território do Mar das Antilhas incorporado aos EE.UU.?”. Com certeza, o referido leitor não saberá responder a estas perguntas e, mesmo, é possível que sequer soubesse da existência das tais Ilhas Virgens. É evidente, contudo, que essa situação não se configura como problemática. E quando o não saber é levado a um grau extremo, implicando a impossibilidade absoluta do saber, configura-se, como já se disse, o mistério. Mistério, porém, não é sinônimo de problema. É, ao contrário e frequentemente, a solução do problema, e, quiçá, de todos os problemas.


SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.


Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que:


A

A historicidade e crítica são os aspectos acidentais de um livre-pensar.


B

O adventício é necessário à instrumentalização do conhecimento histórico-crítico.


C

A posição crítica problematiza também a temporalidade e a seletividade dos saberes.


D

O conhecimento da tradição é reabilitado com base na busca por validade epistemológica e crítica.

É rigorosamente necessário separar da moral os princípios de toda religião particular, e não admitir na instrução pública o ensino de qualquer culto religioso. Cada um deles deve ser ensinado nos templos, por seus ministros. Os pais, qualquer que seja sua crença, qualquer que seja sua opinião sobre a necessidade de tal ou qual religião, poderão então, sem repugnância, enviar seus filhos aos estabelecimentos nacionais, e o poder público não terá usurpado os direitos de consciência sob pretexto de esclarecê-la e de conduzi-la.


CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.


Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que


A

a separação entre poder estatal e religião é pertinente à aplicação de práticas pedagógicas antimetafísicas, proporcionando o relativismo cultural, com o qual se fundamentam formalmente as instituições públicas da democracia contemporânea.


B

a laicidade do ensino público é imprescindível à separação entre Estado e instituições religiosas, favorecendo o exercício da autoridade governamental, comprometida com os direitos individuais e com a pluralidade de pensamento.


C

a vigência legal do respeito público às crenças religiosas é necessária ao ensino das diversas ciências nas escolas, possibilitando a disseminação do conhecimento científico, em que se aliam universalidade de direitos e heterogeneidade cultural.


D

a exclusão de conteúdos religiosos na educação pública é adequada à crítica metódica que denuncia o carater alienante da religião, facilitando a consciência social, empenhada na efetivação da cidadania pela redução das desigualdades socioeconômicas.

Um professor de filosofia precisa elaborar um plano de aula para estudantes do Ensino Fundamental na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cujo tema envolva as implicações éticas entre ideologia e conhecimento científico. Para isso, utiliza esse excerto de Habermas. Qual habilidade está de acordo com a fundamentação teórica adotada no plano de aula?


A

Analisar a influência da tecnologia nas relações sociais e no espaço geográfico, considerando as formas de comunicação e as implicações éticas de seu uso individual.


B

Utilizar diferentes linguagens e artefatos tecnológicos, possibilitando expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos.


C

Refletir sobre as implicações éticas e políticas do avanço tecnológico, questionando sua neutralidade e analisando seus efeitos de dominação ou emancipação.


D

Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade e determinação, tomando decisões fundamentadas em princípios éticos e democráticos.

Em uma turma da 1ª série do Ensino Médio, uma professora de filosofia dedica algumas aulas ao exame das produções artísticas dos seres humanos, com base na Filosofia de Agostinho de Hipona. Para isso, utiliza esse texto e conduz reflexões sobre imagens de artes plásticas e músicas previamente selecionadas pelos estudantes. Submetidas ao conteúdo desse texto, essas produções artísticas revelam-se incomparáveis à criação divina do universo, na medida em que


A

concretizam formas belas no mundo.


B

contrariam ciclos dinâmicos da natureza.


C

transformam materiais preexistentes.


D

desafiam normas estéticas sagradas.

A formação do pensamento crítico exige que o indivíduo não apenas domine informações, mas que seja capaz de interrogar os fundamentos das certezas, questionar as evidências e resistir ao senso comum.


Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:


I.O ensino de Filosofia, ao desenvolver competências lógico-argumentativas, propicia ao estudante mecanismos para uma atuação autônoma e ética diante das contradições sociais.


PORQUE


II.A racionalidade filosófica, ao privilegiar a construção de juízos normativos universais, elimina a influência das contingências históricas e culturais no processo formativo dos sujeitos.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.


B

As asserções I e II são proposições falsas.


C

A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.


D

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.


E

A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.

Na medida em que esta visão “bancária” anula o poder criador dos educandos ou o minimiza, estimulando sua ingenuidade e não sua criticidade, satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação.


(Paulo Freire. Pedagogia do oprimido, 2011)


Segundo Paulo Freire, destaca-se como uma medida de enfrentamento contra a educação “bancária” a


A

necessidade de adaptação dos educandos à cultura vigente como meio de integração.


B

valorização do diálogo como prática de construção conjunta e capaz de intervir na realidade.


C

centralidade da autoridade docente como fonte de verdade e legitimidade do conhecimento.


D

ênfase na transmissão organizada de conteúdos como garantia de clareza e eficiência do ensino.


E

redução do processo educativo ao acúmulo de informações destinadas à memorização mecânica.

A colonialidade diz respeito às condições de estabelecimento do capitalismo como padrão de funcionamento mundial, operando através da “imposição de uma classificação racial/étnica da população do mundo”, incluindo um conjunto de dispositivos que recobre, entre outros: o trabalho; o meio ambiente e os seus recursos de produção; o sexo; a subjetividade; e a autoridade e os seus instrumentos de regulação das relações sociais. A colonização implicou a desconstrução da estrutura societal, reduzindo os saberes dos povos colonizados à categoria de crenças ou pseudossaberes. Essa hegemonia, no caso da colonização do continente africano, passou a desqualificar e invisibilizar os saberes tradicionais, proporcionando uma completa desconsideração do pensamento filosófico desses povos. Neste sentido, estamos diante do racismo epistêmico.


(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)


A partir do excerto, uma consequência filosófica do racismo epistêmico é a


A

dissolução das fronteiras entre ciência e tradição, assegurando idêntico valor a todas as formas de saber.


B

consolidação de um ambiente intelectual que favorece a convivência harmônica entre distintas tradições de saber.


C

transformação do pensamento europeu em critério normativo para definir o que conta como conhecimento válido.


D

consolidação de epistemologias não ocidentais, convertidas em referenciais centrais na filosofia acadêmica.


E

assimilação dos conhecimentos africanos e indígenas como complementares ao desenvolvimento da racionalidade moderna.

Segundo a RESOLUÇÃO Nº 7, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2010 no Art. 5°; § 2º “A educação de qualidade, como um direito fundamental, é, antes de tudo, relevante, pertinente e equitativa.”.


Com relação ao termo “equitativa”, atribui-se correta definição em:


I - Reporta-se à promoção de aprendizagens significativas do ponto de vista das exigências sociais e de desenvolvimento pessoal.

II - Refere-se à possibilidade de atender às necessidades e às características dos estudantes de diversos contextos sociais e culturais e com diferentes capacidades e interesses.

III - Alude à importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual no ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação.


Assinale a alternativa correta:


A

I apenas.


B

I, II apenas.


C

I, II, III.


D

II apenas


E

III apenas.

Na esteira da filosofia da educação marxista, a obra Fundamentos PolíticoPedagógicos dos Institutos Federais, de Eliezer Pacheco, citando o documento Educação Profissional Técnica de Nível Médio integrada ao Ensino Médio, do MEC/SETEC, de 2007, defende o trabalho como princípio educativo.


Segundo esse texto, o que significa a compreensão do trabalho como princípio educativo?


A

Formar o educando para o mercado de trabalho local e global.


B

Educar os discentes pela metodologia do aprender a aprender.


C

Aprender por meio de aulas práticas, pelo saber fazer fazendo.


D

Compreender o ser humano como produtor da realidade social.

Em uma aula no 3º ano do Ensino Médio, o professor de Filosofia propõe a seguinte questão: “escolher o que quiser é sempre um sinal de liberdade?” A partir da provocação, os estudantes compartilham situações em que se sentiram livres (como sair de casa sem avisar, faltar às aulas, entre outras). O professor aproveita os exemplos para introduzir a noção de liberdade moral em Kant, segundo a qual ser livre não é agir por capricho, mas agir de acordo com a razão e por dever, mesmo contra a inclinação.


A estratégia adotada pelo professor evidencia uma prática docente que:


A

utiliza exemplos vivenciais apenas como introdução ao debate sociológico.


B

fragmenta o conteúdo filosófico para facilitar sua assimilação sem aprofundamento.


C

transforma dilemas morais em oportunidades para discussões informais sobre o cotidiano juvenil.


D

substitui a abordagem conceitual por experiências espontâneas de liberdade individual.


E

articula a tradição filosófica à formação ética dos estudantes por meio da reflexão sobre experiências vividas.

Em uma turma do 3º ano do Ensino Médio, a professora de Filosofia apresenta a canção “Triste, louca ou má”, da banda Francisco, el Hombre:


Triste, louca ou má / Será qualificada / Ela quem recusar / Seguir receita tal

A receita cultural / Do marido, da família/ Cuida, cuida da rotina

[...]

Que um homem não te define / Sua casa não te define / Sua carne não te define / Você é seu próprio lar


A música constitui ponto de partida para uma aula em que propõe aos estudantes refletirem sobre os papéis sociais atribuídos às mulheres. Ao executar essa atividade, a professora tem o seguinte objetivo formativo:


A

exercitar a leitura hermenêutica de textos canônicos da história da filosofia ocidental.


B

integrar conteúdos filosóficos com discussões sobre linguagem, identidade e cultura.


C

analisar a construção estética da canção com foco em sua estrutura rítmica e poética.


D

aplicar categorias metafísicas da tradição filosófica ao conteúdo simbólico da letra.


E

treinar habilidades formais de argumentação a partir da lógica presente nos versos.

“A narração, de que o educador é o sujeito, conduz os educandos à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em 'vasilhas”, em recipientes a serem 'enchidos' pelo educador. Quanto mais vá 'enchendo” os recipientes com seus “depósitos”, tanto melhor educador será. Quanto mais se deixem docilmente 'encher”, tanto melhores educandos serão”.


O trecho acima foi extraído da obra “Pedagogia do oprimido” (1987), de Paulo Freire. Nesse texto, o autor critica uma concepção de educação que trata os educandos como figuras passivas, de modo que ao educador cabe prover todo o saber. A essa concepção de educação não filosófica - porque não construtora de habilidades críticas -, o autor dá o nome de Educação


A

Cristalizada.


B

Militarizada.


C

Bancária.


D

Burocrática.


E

Tradicional Colonial.

Durante uma aula de Filosofia, o professor apresenta aos estudantes a afirmação “Penso, logo existo”, de René Descartes, explicando seu papel na fundação do racionalismo moderno. Para aprofundar o conteúdo, propõe aos estudantes uma discussão aberta sobre a ideia de se a Inteligência Artificial (ChatGPT) pode “pensar" e afirmar sua "existência” em termos cartesianos.


Considerando a situação apresentada, qual objetivo educativo orienta a atividade proposta pelo docente ao relacionar a IA com a afirmação cartesiana?


A

explorar a relação entre pensamento e existência aplicando-a à Inteligência Artificial.


B

afirmar que a existência depende exclusivamente do pensamento.


C

advertir que o uso da Inteligência Artificial implica renunciar ao pensamento crítico.


D

demonstrar que o ChatGPT pensa e raciocina, como propunha Descartes.


E

reconhecer a IA como um dispositivo que não pode responder a perguntas filosóficas.

O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento; para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento quando se aprende e se ensina filosofia.


O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:


A

A retórica, haja vista que era compreendida como a arte do bem falar e escrever, centrada na persuasão do interlocutor e na comunicação pragmática.


B

O idealismo transcendental, uma vez que admitia que a realidade do mundo seria viabilizada por estruturas mentais que tornam a experiência cognoscível.


C

A disputatio, na medida em que permitia um franco e frontal debate crítico destinado a descobrir e estabelecer verdades transcendentais e empíricas.


D

A Filosofia concreta, posto que sua matematização da reflexão, de inspiração pitagórica, sustentava critérios apodíticos com pretensões epistemológicas universais.

 
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