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As formas contemporâneas de barbárie expressam-se em novas linguagens, especialmente entre jovens. Redes sociais, fóruns e jogos on-line desempenham papel central na formação das subjetividades juvenis, favorecendo tanto a criatividade como a reprodução dos discursos autoritários. Entre os jovens do sexo masculino, movimentos como o dos incels contribuem para consolidar modelos regressivos de masculinidade. Qual alternativa evidencia essa regressão na subjetividade masculina contemporânea?
Os pensamentos autoritários e o uso da força, como consequências da intolerância e da aversão à empatia.
O mundo real como extensão dos jogos, consolidando a subjetividade preparada para superação das tensões sociais.
Os valores democráticos, impulsionados pela disceminação nas redes sociais e nos movimentos juvenis.
O radicalismo de direita, como expressão dos sentimentos de protagonismo, de individualismo e de isolamento social.
Muitos estudiosos têm procurado fixar um método socrático. Fala-se de maiêutica, intelectualismo, diálogo, como princípios metodológicos que conformariam um modo socrático de exercer a posição docente. Porém, uma leitura atenta dos testemunhos mostra uma figura complexa, paradoxal, impossível de fechar numa figura monocórdia, uniforme, consistente. Com efeito, Sócrates transita por caminhos encontrados; diz que não sabe, mas sabe que não sabe e se o saber dos outros pode ou não ser sabido; diz que se investiga a si próprio, mas parece não aceitar ser confrontado; afirma o valor do exame, mas não parece disposto a examinar o que seus interlocutores não querem aceitar… enfim, não há um Sócrates, mas muitos modos, encontrados, de transitar o caminho da filosofia sob esse nome. Contudo, alguns princípios parecem subsistir para pensar, contemporaneamente, a questão metodológica do ensino de Filosofia. Eles se encontram no que poderíamos chamar de as principais possibilidades de pensar a metodologia do ensino de Filosofia.
GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.
In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.
Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
irônica, histórica e temática.
irônica, dialética e maiêutica.
maiêutica, problemática e histórica.
dialética, sofística e intelectualista.
A respeito das principais características da Filosofia Contemporânea, leia o trecho abaixo:
É uma visão de mundo que ressalta a falta de significado ou propósito na vida, a ausência de valores morais absolutos e a crença na inexistência de verdades objetivas. Pode se manifestar em vários tipos, incluindo elementos como: existencial, moral e epistemológico. Uma de suas principais características é o afastamento de valores que pretendem ser absolutos.
O trecho refere-se ao:
Utilitarismo.
Niilismo.
Racionalismo.
Marxismo.
Positivismo.
As correntes feministas contemporâneas têm promovido uma revisão crítica dos fundamentos da tradição filosófica ocidental, apontando não apenas a exclusão sistemática de vozes dissidentes, mas também a normatividade embutida nas formas de produção e validação do saber. Com base nas discussões filosófico-feministas, analise as assertivas a seguir:
I. A crítica à pretensão de neutralidade do pensamento filosófico moderno denuncia a constituição de uma razão normativa e excludente, historicamente comprometida com uma lógica de universalidade que obscurece sua inscrição em relações de poder e dominação.
II. A ênfase na experiência concreta e situada como fonte legítima de produção de conhecimento propõe uma ruptura com modelos epistêmicos fundados na abstração e na separação sujeito-objeto, deslocando a centralidade da filosofia para o reconhecimento do corpo, da afetividade e das práticas cotidianas.
III. A reivindicação por igualdade formal e representatividade institucional tem sido amplamente defendida como estratégia final e suficiente pelas perspectivas feministas contemporâneas, que visam inserir os sujeitos historicamente oprimidos nos espaços de poder já consolidados, sem questionar suas estruturas.
IV. A noção de sujeito do conhecimento é tensionada pelas abordagens feministas contemporâneas, que rejeitam concepções unitárias, abstratas e despolitizadas da subjetividade, propondo em seu lugar formas múltiplas, relacionais e instáveis de constituição do eu.
V. As contribuições feministas contemporâneas à filosofia sustentam que a descolonização epistêmica e o reconhecimento dos saberes subalternizados são processos periféricos diante das demandas centrais por paridade entre os sexos no campo jurídico e educacional.
Quais estão corretas?
Apenas I, II e IV
Apenas I, II e V
Apenas I, III e IV
Apenas II, III e V.
Apenas III, IV e V.
Em “Livro dos méritos da vida”, a autora faz uma advertência aos vivos para que não abandonem o caminho do Bem. Para seguir esse caminho, a autora indica que se deve aprofundar em componentes do campo ético extraídos da tradição aristotélica, como, por exemplo, as noções de Virtude e Vício. A filósofa que escreveu esse livro e propôs essas ideias chamava-se
Hipátia de Alexandria.
Hannah Arendt.
Hildegarda de Bingen.
Elisabeth da Boemia.


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Ao refletir criticamente sobre a condição da realidade contemporânea, apresentada no texto, compreende-se um aspecto da ideia de poder expresso na seguinte sentença:
“Decisivo para o ganho de poder é, então, a posse de informações. Não é a propaganda em mídias de massa, mas as informações que garantem a dominação” (Byung-Chul Han, 2022).
“Mas a disciplina traz consigo uma maneira específica de punir, e que é apenas um modelo reduzido do tribunal. O que pertence à penalidade disciplinar são os desvios” (Michel Foucault, 2010, adaptado).
“Visto que a autoridade sempre exige obediência, ela é comumente confundida como alguma forma de poder ou violência. Contudo, a autoridade é incompatível com a persuasão” (Hannah Arendt, 2014).
“Existe em política um lugar específico para a ideologia: a política é o lugar onde as imagens de base de um grupo definitivamente fornecem regras para o uso do poder” (Paul Ricoeur, 2017).
De acordo com os PCNs e a OCEM, e considerando a contextualização do ensino de Filosofia para lidar com os desafios da contemporaneidade, assinale a alternativa correta.
O ensino da Filosofia deve centrar-se na análise dos textos clássicos, desconectando-se dos debates contemporâneos para preservar sua tradição formativa.
Os documentos consideram as questões éticas e sociais da sociedade tecnológica como elementos periféricos no ensino de Filosofia.
Os documentos destacam a necessidade de integrar a filosofia às questões atuais, como as transformações tecnológicas e seus impactos éticos e sociais, incluindo temas como privacidade, desigualdade digital e inteligência artificial.
A Filosofia no Ensino Médio deve priorizar os problemas teóricos da tradição filosófica, relacionando-se de maneira limitada aos desafios concretos da sociedade contemporânea.
A contextualização da Filosofia no Ensino Médio prioriza as questões históricas, tratando os temas tecnológicos como complementares.
Danilo Marcondes, na obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein afirma: “o uso do termo ‘moderno’ antecede bastante o período que começa no séc. XVII. Duas noções fundamentais estão diretamente relacionadas ao moderno: a ideia de progresso e a valorização da subjetividade, como lugar da certeza”.
Segundo Danilo Marcondes, a mudança no ponto de partida da reflexão filosófica na modernidade é caracterizada pela
crítica aos fundamentos epistêmicos da linguagem como veículo da verdade.
adesão às concepções teológicas sobre a criação do mundo e do ser humano.
incorporação da análise estrutural como chave para compreender o social.
centralidade do sujeito na busca por conhecimento verdadeiro e valores éticos.
retomada da ontologia clássica como núcleo da investigação filosófica.
“Uma vez que não se está mais incluído nas arenas oficiais, socialmente sancionadas de aquisição de respeito, a alternativa é conquistar diante de suas portas o reconhecimento social com meios não normalizados. Destituídos de toda justificabilidade social, despidas de toda simbolização compartilhada, do ponto de vista dos observadores tais formas de luta por reconhecimento frequentemente assumem as formas mais bizarras”.
O trecho acima foi extraído de um artigo do pensador alemão Axel Honneth (2014). Nesse artigo, o autor trata do recrudescimento dos conflitos sociais contemporâneos, o que ele diagnostica sob o nome de:
Aprofundamento dos conflitos sociais.
Alargamento dos conflitos sociais.
Distensionamento dos conflitos sociais.
Barbarização dos conflitos sociais.
Limitação dos conflitos sociais.
A filosofia ética contemporânea tem debatido intensamente os limites e interseções entre diferentes perspectivas normativas e suas aplicações em contextos profissionais. Considerando as abordagens deontológica, consequencialista e da ética do cuidado no contexto da saúde pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.A deliberação moral no serviço público de saúde frequentemente transcende os limites da deontologia profissional codificada, exigindo uma integração entre o respeito a princípios universalizáveis e a sensibilidade às particularidades contextuais e relacionais de cada situação.
PORQUE
II.A ética do cuidado complementa as abordagens principialistas ao enfatizar a importância das relações de interdependência, da receptividade às necessidades do outro e da compreensão situada, elementos essenciais para uma prática profissional responsiva em contextos de vulnerabilidade.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.


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Para Gianni Vattimo, a filosofia contemporânea e suas diversas correntes caracteriza-se como uma arena de discussões, na qual a hermenêutica tem o papel de koinè, ou seja, de um modo comum de pensar, enquanto processo de leitura de textos e discussão de questões. Ao mesmo tempo, Hans-Georg Gadamer, na esteira de Martin Heidegger, pensa a hermenêutica de modo ontológico, ou seja, como um modo de se comportar. Em tempo, Paul Ricoeur também entende a hermenêutica do texto como um horizonte central no qual as narrativas ainda são possíveis. Tendo em vista esses modos de pensar a hermenêutica, qual a importância da mesma para a filosofia contemporânea?
A corrente hermenêutica é uma tentativa de reavaliar a metafísica moderna, sem compromissos práticos, do ponto de vista da ética e política.
Pensar hermeneuticamente é pensar contemporaneamente. Para isso, basta relermos os textos sem necessariamente relacioná-los a vida cotidiana.
O pensamento hermenêutico é crítico à modernidade, pois revisa os limites do próprio sujeito e sua relação com a verdade.
Ao contrário de Gadamer, Ricoeur não se compromete eticamente ao pensar as narrativas.
Heidegger pensa a hermenêutica como um traço fundamental para pensar a questão do ser; e esta contribuição encontra bastante repercussão na filosofia contemporânea.
Danilo Marcondes, na obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, afirma: “A filosofia contemporânea pode ser vista como resultado da crise do pensamento moderno no séc. XIX. O projeto moderno se define pela busca da fundamentação da possibilidade do conhecimento e das teorias científicas na análise da subjetividade, bem como por uma capacidade de ter experiências empíricas sobre o real, tal como encontramos no racionalismo e no empirismo. Esse projeto entra em crise a partir das críticas de Hegel e de Marx”.
De acordo com Danilo Marcondes, na filosofia contemporânea, a concepção moderna de sujeito passa a ser
questionada por preterir aspectos históricos e por seus pressupostos idealistas.
substituída por uma noção de consciência imaterial distinta dos corpos físicos.
reafirmada como fundamento universal da racionalidade e da ciência positiva.
ampliada por meio da síntese entre empirismo indutivo e ontologia aristotélica.
mantida como critério normativo para ética, política e conhecimento científico.
Considere a definição abaixo:
É um ramo da ética que acredita que as ações das pessoas devem ser baseadas em regras sobre o certo e o errado. Os adeptos desta teoria ética acreditam que as ações devem ser tomadas ou não com base nessas regras sobre o certo e o errado.
Assinale o tipo de Ética Contemporânea apresentada.
Ética Deontológica.
Ética Utilitarista.
Ética Teológica ou Cristã.
Ética Teleológica.
Ética Racionalista.
Ao longo do século XX, duas correntes filosóficas, a analítica e a continental, protagonizaram um embate teórico que ainda ecoa nos desenvolvimentos da filosofia contemporânea; no entanto, a partir da década de 1960, outras tendências se formaram. Assinale a alternativa que contempla apenas essas principais tendências do pensamento contemporâneo.
Hermenêutica, pós-estruturalismo e utilitarismo.
Fenomenologia, existencialismo e teoria crítica.
Teoria crítica, pós-estruturalismo e epistemologia pós-positivista.
Marxismo, existencialismo e relativismo.
Neokantismo, fenomenologia e hermenêutica.
Sobre os Filósofos Contemporâneos, analise o quadro a seguir:
- As principais ideias do existencialismo deste filósofo giram em torno da liberdade humana, da existência que precede a essência, e da responsabilidade individual. Ele argumenta que não existe uma natureza humana predefinida, e que os indivíduos são «condenados a serem livres», ou seja, devem criar seus próprios valores e significados através de suas escolhas e ações. Essa liberdade, no entanto, vem acompanhada da responsabilidade por essas escolhas, e a má-fé surge quando as pessoas tentam evitar essa responsabilidade;
- A liberdade como a condição fundamental do ser humano. Não há uma essência pré-definida, mas sim um constante processo de construção da identidade através das escolhas;
- Ser-em-si: refere-se àquilo que é, a realidade objetiva, sem consciência ou liberdade;
- Ser-para-si: refere-se à consciência humana, que é capaz de refletir, escolher e criar sentido.
A partir do quadro acima, é correto afirmar que ele está relacionado ao seguinte Filósofo Contemporâneo:
Michel Foucault.
Jürgen Habermas.
Friedrich Nietzsche.
Martin Heidegger.
Jean-Paul Sartre.


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Para Walter Benjamin, a reprodutibilidade técnica traz o benefício da democratização do acesso à arte.
Certo
Errado
Movimento filosófico contemporâneo, conhecido por sua abordagem na desconstrução de conceitos e opiniões, destaca-se por seu questionamento das estruturas fundamentais na educação e na ciência, promovendo uma análise crítica e uma reavaliação das bases conceituais subjacentes:
Positivismo
Racionalismo
Pós-modernismo
Estruturalismo
Pragmatismo
É virtual toda entidade desterritorializada capaz de gerar diversas manifestações concretas em diferentes momentos e locais determinados, sem estar ela mesma presa em algum lugar ou tempo em particular. A palavra “virtual”, para Pierre Levi, pode ser entendida ao menos com três sentidos. São eles:
filosófico, atual e irreal.
atual, irreal e filosófico.
técnico, corrente e filosófico.
corrente, filosófico e irreal.
irreal, técnico e corrente.
A Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, foi uma importante conquista para a sociedade contemporânea, ao nos oferecer alguns parâmetros civilizatórios na construção de um mundo de respeito à diversidade e à inclusão. No entanto, os Direitos Humanos sempre foram alvo de preconceitos e de desinformação. Ao ser criada, a Declaração dos Direitos Humanos visava
reconhecer e proteger a dignidade de todos os seres humanos.
privilegiar grupos minoritários vítimas de preconceitos raciais.
garantir direitos da população carcerária que tem sua dignidade violada.
ampliar os direitos da população dos países autoritários.
Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê
A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer
Será que alguma coisa
Nisso tudo faz sentido?
A vida é sempre um risco
Eu tenho medo
Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu dou plantão nos meus problemas
Que eu quero esquecer
Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos este instante
Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto [...]
(Disponível em: https://www.letras.mus.br/. Em: fevereiro de 2024.)
A música em questão traz alguns questionamentos sobre a realidade, sobre o cotidiano, que também é pauta da filosofia, pois:
A busca pelo conhecimento traz certo desconforto, isso porque coloca em xeque algumas certezas que trazemos ao longo da vida.
É função vedada a essa ciência questionar as verdades estabelecidas, empregar uma análise científica rigorosa sobre as informações e os fatos.
É esse o papel exclusivo da filosofia: instigar, questionar, duvidar, averiguar, certificar-se e, finalmente, traçar os rumos corretos para a humanidade.
Sua análise e dos momentos pelos quais passamos traz a plena consciência das coisas, permitindo a certeza da verdade que os ensinamentos filosóficos trazem.