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Michel Foucault, na obra As palavras e as coisas, identifica na história ocidental do saber três estruturas epistêmicas que definem três épocas culturais que se sucedem sem qualquer continuidade. A primeira perdura até o Renascimento; a segunda surge nos séculos XVII e XVIII; e a terceira surgiu no final do século XVIII e se firmou no século XIX.
De que modo foi tipificada a terceira estrutura epistêmica?
As palavras têm a mesma realidade das coisas, decorrendo daí o próprio título da obra.
O saber não se reduz a representar o visível, mas a buscar a estrutura oculta, ou seja, é a estrutura da linguagem que confere sentido às palavras.
O saber é a representação das coisas visíveis, das coisas tal como elas se apresentam, da sua aparência, do fenômeno e jamais da essência.
As palavras são ídolos enganadores ou, no máximo, pequenos auxílios para que seja possível pensar as coisas mesmas.