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A razão de eu exigir em nosso diálogo tamanha precisão é...

A razão de eu exigir em nosso diálogo tamanha precisão é sabermos se não há em nós um princípio, sempre o mesmo, com o qual, por meio dos olhos, atingimos o branco e o preto, e, por meio de outros e órgãos, outras qualidades, e se, interrogado, poderias relacionar tudo isso com o corpo. Mas talvez seja melhor que a resposta parta de ti mesmo, em vez de eu formulá-la com tanto trabalho. Dize-me o seguinte: os órgãos por intermédio dos quais sentes o quente e o seco, o leve e o doce, tu os localizas no corpo ou noutra parte?


PLATÃO. Teeteto. Trad. do grego por Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1988, p. 99.


No trecho, Sócrates, ao dialogar,


A

coloca-se na posição de interlocutor crítico, uma vez que suas perguntas são parte integrante do seu método dialético.


B

posiciona-se como os antigos mestres da verdade, fornecendo uma resposta cabal a perguntas existenciais.


C

relativiza o conceito de verdade, uma vez que valoriza o fato de que cada um desenvolve as próprias opiniões.


D

investiga os instrumentos retóricos que permitem manipular a percepção alheia.


E

demonstra a incapacidade humana de produzir qualquer conhecimento verídico compartilhado.