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"Em sua essência, a obra de arte sempre foi reprodutível. O que os homens faziam sempre podia ser imitado por outros homens. Essa imitação era praticada por discípulos, em seus exercícios, pelos mestres, para a difusão de obras e finalmente por terceiros, meramente interessados no lucro" (BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Mágia e técnica, arte e política. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1996. p. 166).
A partir dessa perspectiva da reprodutibilidade da obra de arte, Walter Benjamin desenvolveu sua noção de "reprodutibilidade técnica". Sobre essa noção é correto afirmar:
A reprodução técnica da obra de arte representava um processo novo que modifica a arte retirando dela seu caráter aurático.
A reprodução técnica da obra de arte insere o objeto estético reproduzido no domínio de uma tradição, mantendo o seu caráter sagrado.
A reprodução técnica da obra de arte é um resquício da conexão entre arte e religião que aponta para o caráter pré-moderno da arte contemporânea.
A reprodução técnica da obra de arte mantém o valor de autenticidade e singularidade da obra impedindo, assim, uma forma política revolucionária para a arte.
A reprodução técnica da obra de arte esvazia a qualidade experimental em que o valor de exposição e o valor de culto são idênticos.