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Filosofia não é religião, mas o tema da religiosidade nem sempre foi indiferente à filosofia. Para alguns pensadores há distinções substanciais entre ambas como, por exemplo, as que aponta CHAUÍ (2003). Considere:
I. Para o religioso, há um Deus; para a filosofia, é preciso provar sua existência.
II. Para a religião tudo depende de Deus; para a filosofia, nada depende de Deus, pois ele nem existe.
III. Para o religioso, a espiritualidade divina não é incompatível com a possibilidade de sua atuação material sobre o mundo; para a filosofa, é preciso provar racionalmente que é possível uma ação do espírito sobre a matéria.
IV. Para a religião, o que importa é o espírito; para a filosofia, o espírito não existe e nem importa.
V. Para a religião, a alma é imortal e destinada a uma vida futura; para a filosofia cabe oferecer provas que demonstrem essa imortalidade.
São distinções apontadas pela autora as que constam APENAS em
I, III e V.
I, IV e V.
II, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V.