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“É demasiado óbvia para deixar de ser notada por todos a extrema variedade de gostos que há no mundo, assim como de opiniões. Temos tendência para chamar bárbaro tudo o que se afasta muito de nosso gosto e de nossas concepções, mas depressa vemos que esse epíteto ou censura também pode sernos aplicado.
É natural que procuremos encontrar um padrão de gosto, uma regra capaz de conciliar as diversas opiniões dos homens, pelo menos uma decisão reconhecida, aprovando uma opinião e condenando outra”.
HUME, David. “Do padrão do gosto” in David Hume Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 319-320.
Com base nos trechos, assinale a opção que identifica corretamente a posição assumida por Hume diante do problema do gosto.
É impossível defender qualquer uniformização neste campo devido à total relatividade dos gostos.
Tão natural quanto a variedade de gostos é a propensão humana em buscar um padrão para ele.
Os clássicos devem ser tomados como padrão de gosto devido a seu valor estético e sua permanência.
O juízo de gosto depende dos estímulos prazerosos aos sentidos, a revelia do entendimento.
É possível chegar a um padrão de beleza da ordem do racional por meio das categorias do intelecto.