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As atividades humanas estão ficando, a cada dia, mais dependentes da tecnologia e, portanto, susceptíveis às suas vulnerabilidades e seus efeitos. A Filosofia ajuda a reconhecer a tecnologia como dimensão da vida humana e, não apenas, como um evento histórico. O controle exercido pelas ferramentas proporcionadas pelos avanços no setor vem sendo alvo de análises de inúmeros filósofos. Alguns estudiosos desenvolvem um paralelo deste domínio com o livro Leviatã, escrito por Thomas Hobbes (1588-1679). A obra defende a existência de um governo absoluto, central e forte. Hoje, a internet poderia ser considerada o “Leviatã Digital”. [...]
(MORAN, 2005. In.: Revista Filosofia, Ciência e Vida. Editora Escala - Ano VII - Edição 81 - abril /
Alguns estudiosos desenvolvem um paralelo entre a visão teórica elencada por Hobbes, em seu livro “Leviatã”, e as questões da tecnologia hoje, no sentido de que:
Para Hobbes, o contrato social restringe-se à elite, excluindo os demais estamentos, o que não acontece com o “Leviatã Digital”.
O livre arbítrio visto por Hobbes prevaleceria, entre governantes e governados numa relação contratualista, em relação às mídias, perderia o sentido.
Apesar das semelhanças entre o contexto Hobbesiano, a tecnologia constituiu uma entidade autônoma, alheia à sociedade, ficando restrita ao mundo tecnicista.
No Leviatã, o domínio absoluto central e forte seria representado pelo governo e, hoje, seria o papel das mídias que efetivamente tomam conta praticamente de tudo.