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A Filosofia entre a Religião e a Ciência
Os conceitos da vida e do mundo que chamamos “filosóficos” são produtos de dois fatores: um, constituído de fatores religiosos e éticos herdados; o outro, pela espécie de investigação que podemos denominar “científica”, empregando a palavra em seu sentido mais amplo. Os filósofos, individualmente, têm diferido amplamente quanto às proporções em que esses dois fatores entraram em seu sistema, mas é a presença de ambos que, em certo grau, caracteriza a filosofia. “Filosofia” é uma palavra que tem sido empregada de várias maneiras, umas mais amplas, outras mais restritas. [...] A filosofia, conforme entendo a palavra, é algo intermediário entre a teologia e a ciência. Como a teologia, consiste de especulações sobre assuntos a que o conhecimento exato não conseguiu até agora chegar, mas, como ciência, apela mais à razão humana do que à autoridade, seja esta a da tradição ou a da revelação. [...]
(Bertrand Russel: A Filosofia entre a Ciência e a Religião – Texto – Blog Dom Leon.)
Bertrand Russel foi um dos mais influentes filósofos e matemáticos que o século XX já teve. Durante toda a sua vida sentiu simpatia pelo anarquismo – doutrina que prega o banimento de toda autoridade, a mudança da soberania do Estado pelo contato livre – apesar de ter defendido o esboço de um Estado Mundial para dar fim as guerras entre as nações. Uma das características marcantes em suas teorias:
É o ceticismo, um dos mandamentos do filósofo era “não tenha certeza absoluta”.
É o cientificismo, ou seja, a crença nas soluções irrefutáveis fornecidas pela ciência.
Seria o determinismo, gerado pela certeza paradoxal, fornecida e subsidiada unicamente pela consciência humana.
Seria, sem dúvida, o empirismo lógico, propiciado pelas práticas científicas, destituídas do puro dogmatismo religioso.