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A Filosofia entre a Religião e a Ciência
Os conceitos da vida e do mundo que chamamos “filosóficos” são produtos de dois fatores: um, constituído de fatores religiosos e éticos herdados; o outro, pela espécie de investigação que podemos denominar “científica”, empregando a palavra em seu sentido mais amplo. Os filósofos, individualmente, têm diferido amplamente quanto às proporções em que esses dois fatores entraram em seu sistema, mas é a presença de ambos que, em certo grau, caracteriza a filosofia. “Filosofia” é uma palavra que tem sido empregada de várias maneiras, umas mais amplas, outras mais restritas. [...] A filosofia, conforme entendo a palavra, é algo intermediário entre a teologia e a ciência. Como a teologia, consiste de especulações sobre assuntos a que o conhecimento exato não conseguiu até agora chegar, mas, como ciência, apela mais à razão humana do que à autoridade, seja esta a da tradição ou a da revelação. [...]
(Bertrand Russel: A Filosofia entre a Ciência e a Religião – Texto – Blog Dom Leon.)
Bertrand Russel foi um dos mais influentes filósofos e matemáticos que o século XX já teve. Durante toda a sua vida sentiu simpatia pelo anarquismo – doutrina que prega o banimento de toda autoridade, a mudança da soberania do Estado pelo contato livre – apesar de ter defendido o esboço de um Estado Mundial para dar fim as guerras entre as nações. Uma das características marcantes em suas teorias:
É o ceticismo, um dos mandamentos do filósofo era “não tenha certeza absoluta”.
É o cientificismo, ou seja, a crença nas soluções irrefutáveis fornecidas pela ciência.
Seria o determinismo, gerado pela certeza paradoxal, fornecida e subsidiada unicamente pela consciência humana.
Seria, sem dúvida, o empirismo lógico, propiciado pelas práticas científicas, destituídas do puro dogmatismo religioso.
O anarquismo é aquele movimento político e social que – mais do que qualquer outro – foi atravessado por duas instâncias diferentes, ao máximo, antitéticas. A primeira é aquela revolucionária, a segunda, educacionista. A profunda diferença que existe entre as duas é bem representada pelo dilema implícito colocado por Carlo Pisacane, quando afirmou que `a propaganda da ideia é uma ilusão, a educação do povo é um absurdo. As ideias resultam dos fatos, não estes daquelas, e o povo não será livre quando for educado, mas será educado quando for livre`.” (CODELLO, Francesco. “A boa educação”: experiências libertárias e teorias anarquistas na Europa, de Gowin a Neil. Vol. 1; trad. Sile Cardoso. São Paulo: Imaginário/Ícone, 2007).
Sobre o Anarquismo é INCORRETO afirmar:
O pensamento filosófico de Johan Kaspar Schimidt, conhecido pelo pseudônimo de Max Stirner e considerado um dos precursores do anarquismo, é caracterizado pela recusa declarada de toda a filosofia antiga e moderna, a qual é acusada de sujeitar o homem em vez de libertá-lo.
É de autoria do anarquista Pierre-Joseph Proudhon a seguinte frase: “Quanto mais o homem é ignorante, maior é sua obediência, e mais absoluta é a confiança em seu direcionamento”.
Pierre-Joseph Proudhon descreve a “Anarquia” como sendo “uma forma de governo ou constituição, na qual a consciência pública e privada, formada pelo desenvolvimento da ciência e do direito, é por si só suficiente para a manutenção da ordem e para a garantia de todas as liberdades”.
Considerado um dos principais representantes do Anarquismo, pensador Michail Bakunin escreve, em “A ciência e a questão vital da revolução” , que “o Estado não abre as portas às massas de modo que se formem por meio da ciência livre, viva e redentora, mas é disponível apenas para difundir um tipo de ciência sofisticada cujo escopo é aquele de introduzir no povo um sistema de falsas noções e concepções”.
O anarquista Michail Bakunin atribui grande importância à educação no processo de transformação social. Como primeiro revolucionário a assumir o controle de um Ministério da Educação, destacando sua experiência no governo do estadista russo Vladimir Lênin, após a revolução de 1917, pôde experimentar na prática a implantação das ideias do Anarquismo na Educação, embora por pouco tempo, pois logo romperia com Lênin.