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Considere o seguinte diálogo fictício entre Sócrates, Platão e Apolodoro:
SÓCRATES: Tenho um enigma para vocês: X é o único discípulo do meu mestre que também é mestre dos meus discípulos. Quem é X?
PLATÃO: Ora, essa é muito fácil. Nesse caso, X é você, Sócrates.
APOLODORO: Claro que não, Platão. Se X é o único discípulo do meu mestre que também é mestre dos meus discípulos, então X sou eu. (Ou seja, nesse caso, X é Apolodoro).
Com base nesse diálogo é correto afirmar que
o argumento apresentado por Apolodoro é incorreto, pois duas pessoas distintas podem ser, ao mesmo tempo, discípulas do mesmo mestre e mestres dos mesmos discípulos.
ambos estão corretos em suas respostas, tanto Platão quanto Apolodoro. Por isso mesmo, Sócrates classifica a questão como um enigma.
o argumento implícito na resposta de Platão é o mesmo argumento explicitado por Apolodoro, mas Platão retira a conclusão apropriada das mesmas premissas, diferentemente de Apolodoro.
em virtude da presença de expressões indexicais na pergunta de Sócrates, a resposta é relativa ao locutor da frase; ainda assim, a resposta de Platão está incorreta.
a resposta de Apolodoro é incorreta, pois ele se aproveita da ambiguidade de expressões indexicais fora do contexto para formular as premissas do seu argumento, mas o seu argumento é válido.