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Sobre os pares conceituais a-priori/a-posteriori, analítico/sintético, necessário/contingente e suas respectivas distinções é correto afirmar que(,)
de modo geral, os empiristas concordam que a fonte primária do nosso conhecimento é a experiência e apenas as proposições analíticas podem ser conhecidas a-priori.
os pares conceituais contidos no enunciado capturam uma mesma distinção, mas em seus diferentes aspectos: epistêmico (a-priori/a-posteriori), semântico (analítico/sintético) e metafísico (necessário/contingente). Ou seja, toda verdade necessária é expressa por uma proposição analítica que também é conhecível a-priori.
uma verdade contingente é expressa por uma proposição atualmente verdadeira, mas que poderia ser falsa. Como toda possibilidade é necessariamente possível, todas as verdades contingentes são conhecíveis a-priori.
uma proposição é analítica se o seu valor-verdade é função apenas do significado dos termos que ocorrem na frase. Por exemplo, a frase "Sócrates é filósofo" diz que Sócrates satisfaz o predicado que é definido como uma propriedade de Sócrates, portanto, a frase expressa uma proposição analítica.
todas as verdades lógicas são conhecíveis a-priori, mas nem todas as verdades lógicas são necessárias, pois os símbolos lógicos poderiam ter significados distintos e expressar proposições falsas.