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Considere o seguinte argumento:
“Não é necessário que uma ação generosa sumariamente mencionada em um velho livro de história ou em um jornal de um país remoto deva transmitir fortes sentimentos de aplauso e admiração. A virtude, quando situada a uma tal distância, é como uma estrela fixa que, embora apareça aos olhos da razão tão luminosa como o sol a prumo, está tão infinitamente afastada que não afeta os sentidos com sua luz ou calor. Traga-se essa virtude para mais perto, pela nossa familiaridade ou conexão com as pessoas envolvidas (...) e nossos corações serão imediatamente capturados, nossa simpatia avivada, e nossa apática aprovação convertida nos mais fervorosos sentimentos de amizade e consideração.” (HUME, 2003, p. 299).
Tendo em vista esse argumento de Hume é correto afirmar que o (a)
argumento diz respeito à teoria somática, segundo a qual sentimentos são alterações de padrões fisiológicos percebidas pelos próprios sujeitos nas circunstâncias pertinentes. Nesse caso, sentimentos são algo que humanos compartilham com seres não humanos.
argumento evidencia que emoções como a simpatia podem ampliar seu escopo desde que permeadas por princípios morais.
argumento mostra que a simpatia, desde que possa figurar em juízos avaliativos, determina sentimentos como os de amizade e consideração.
argumento exclui o sentimento de simpatia da faculdade de imaginação e o situa no domínio da percepção sensorial.
analogia entre sentidos e simpatia é um argumento que esclarece a intensidade desse sentimento, mas nada diz sobre a sua relação com a racionalidade prática.