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Leia o texto a seguir, onde Quine introduz o problema ontológico do não-ser. "Esse é o ...

Leia o texto a seguir, onde Quine introduz o problema ontológico do não-ser.


"Esse é o velho enigma platônico do não ser. O não ser deve, em certo sentido, ser, caso contrário, o que é aquilo que não há? Essa doutrina emaranhada pode ser apelidada de a barba de Platão; historicamente, ela se mostrou resistente, fazendo frequentemente a navalha de Ockham perder o corte." (QUINE, 2010, p. 10)


Com base no problema ontológico do não-ser e na passagem anterior é correto afirmar que (,)


A

quando Quine diz que a barba de Platão tem feito "a navalha de Ockham perder o corte", ele sugere com isso que a doutrina em questão é ontologicamente econômica, não postulando entidades dispensáveis e inexistentes.


B

Alexius Meinong foi um herdeiro da barba de Platão. A solução que Meinong propõe para este enigma consiste em construir uma ontologia baseada na distinção entre ser (sein) e ser tal (sosein). Grosso modo, a tese é a que há coisas de dois tipos, aquelas que existem e aquelas que não existem.


C

na lógica clássica, a existência pode ser expressa com um quantificador (predicado de segunda ordem) ou com um predicado de primeira ordem. Isso nos permite expressar, de modo consistente, proposições como .


D

a lógica clássica é inteiramente adequada para falar de inexistentes. Por exemplo, é verdadeiro que alguns unicórnios voam, mas também é verdadeiro que unicórnios não existem. Nenhuma contradição decorre daqui. O problema do não-ser diz respeito especificamente ao estatuto ontológico daquilo que não é, em absoluto.


E

a doutrina da barba de Platão não precisa ser ontologicamente aparada, pois ela sugere apenas que o não-ser deve ser concebido, não que o não-ser deve existir. Podemos conceber muitas coisas que não existem, como unicórnios, montanhas de ouro e o próprio não-ser. Portanto, Quine parece ter se equivocado nessa passagem.