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Para o filósofo Jean Jacques Rousseau, o progresso, o nascimento da agricultura e da metalurgia foi configurando os seres humanos menos dóceis, inocentes e mais desiguais, levando alguns a possuírem mais bens do que outros. Nesse sentido, em sua reflexão sobre o tema, o filósofo afirma que a origem da desigualdade social foi estabelecida quando o homem:
Ao nascer, foi enrolado em um manto pela parteira, não podendo exercer a sua liberdade.
Em sociedade, corrompeu sua essência, o seu espírito de guerra inato à sua existência.
Deixou de considerar a agricultura e a agropecuária como um meio de sobrevivência e passou a considerá-las como um meio de acúmulo de bens.
Associou-se espontaneamente em grupos, movido pelas paixões e sentimentos, exercendo sua liberdade e seu estado de livre-arbítrio que é inato à sua essência.
Deu um passo fundamental no processo da corrupção existencial ao afirmar: “isto é meu”, o que gerou a divisão social entre ricos e pobres.