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O desenvolvimento da ideia do valor da transformação da natureza, da produção, guiada pela teoria e pela ciência, prolonga-se pelos séculos XVI e XVII. O século XVIII marca, nesse processo, uma reviravolta decisiva: os enciclopedistas – filósofos franceses ideólogos do humanismo burguês, também chamados de iluministas – louvam a técnica, as artes mecânicas, a indústria do homem; exaltam o domínio do homem sobre a natureza, graças ao trabalho e à técnica. O homem se afirma por dois caminhos – teórico e prático – que se uniriam na técnica. Em diversos tons, os pensadores iluministas e enciclopedistas do século XVIII afirmam a positividade da cultura, da ciência, da técnica e do trabalho humano. Apenas uma voz destoa: a de Jean-Jacques Rousseau.
(Susana Albornoz. O que é trabalho, 2008. Adaptado)
Ao discorrer sobre o desenvolvimento filosófico da noção de trabalho na obra “O que é trabalho”, a autora argumenta que Rousseau destoa, pois entende que os avanços mencionados
conduzem a corrupção da natureza humana.
geram a superação da crise positivista.
promovem a criticidade sobre o progresso.
conflitam com uma moralidade tecnicista.
tensionam com uma sociedade hierarquizada.