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Para que se possa falar realmente de história da filosofia...

Para que se possa falar realmente de história da filosofia, em sua completude, parece-me necessário estabelecer uma relação teorética, isto é, um diálogo com o clássico: pondo a ele perguntas (as nossas, as de sempre) e avaliando suas respostas às mesmas. Sem esta relação vital com o clássico a história da filosofia se torna passatempo de colecionador e o professor de filosofia, antiquário de loja de antiguidades. Especialmente para este diálogo torna-se necessária a superação de uma pretensa postura de neutralidade do historiador da filosofia (no nosso caso, do professor): será preciso declarar explicitamente sua postura filosófica para que essa mesma possa ser avaliada e colocada “na mesa”.


G. Cornelli. A lição dos clássicos: algumas anotações sobre a história da filosofia na sala de aula. In: S. e Danelon G. M. Gallo e G. Cornelli. Ensino de filosofia: teoria e prática. Unijuí, 2004, p. 194 (com adaptações).


Tendo o texto acima como referência, assinale a opção correta acerca da história da filosofia.


A

A história da filosofia é inútil para o desenvolvimento da reflexão teorética.


B

A história da filosofia é um passatempo de colecionador de antiguidades.


C

Para que uma história da filosofia se torne ensino de filosofia é necessária uma relação vital com o clássico.


D

O historiador da filosofia precisa manter-se neutro na frente dos clássicos.