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Leia o texto a seguir.
“Kuhn sugere que a racionalidade da ciência pressupõe a aceitação de um referencial comum. Sugere que a racionalidade depende de algo como uma linguagem comum e um conjunto comum de suposições. Sugere que a discussão racional e a crítica racional só serão possíveis se estivermos de acordo sobre questões fundamentais.”
POPPER, Karl. A Ciência Normal e seus Perigos. In: LAKATOS, Imre; MUSGRAVE, Alan (orgs.). A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979, p. 68-69.
O trecho acima citado apresenta um comentário de Karl Popper sobre Thomas Kuhn, que ficou mundialmente conhecido através de sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas. A posição de Karl Popper sobre as teses de Thomas Kuhn é a de
concordância, pois Popper concorda com a existência de mudanças na produção científica e que a racionalidade é o instrumento para garantir a falsificabilidade e a confiabilidade do conhecimento científico.
discordância, pois Popper considera que ele cai no relativismo e em equívoco lógico e filosófico ao se basear no “mito do referencial”, o que acaba levando-o ao psicologismo e sociologismo.
concordância parcial, pois Popper aceita a ideia de transformação na ciência e mudanças dos paradigmas, mas discorda dos seus fundamentos racionalistas e desconsideração pelo empírico.
discordância parcial, pois Popper considera que a oposição entre ciência normal e ciência extraordinária se aplica à evolução da teoria da matéria e das ciências biológicas, mas não ao caso da astronomia.