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Um professor de Filosofia do 1º ano do Ensino Médio deseja introduzir o conceito de substância a partir da leitura do início da Metafísica, de Aristóteles. Ele menciona a seguinte definição: “o ente primeiro é ‘o que é’, o qual precisamente designa a essência” (1028a 10). Após perceber a dificuldade dos estudantes em acompanhar o vocabulário técnico do texto, ele reformula a abordagem da aula. Em vez de seguir com a leitura direta da obra, propõe uma reflexão a partir da seguinte pergunta: “O que faz uma coisa continuar sendo ela mesma mesmo quando muda?” A partir das respostas dos estudantes, ele reconstrói o conceito de substância de maneira gradual e dialógica.
ARISTÓTELES. Metafísica – Livros VII-VIII. Trad. Lucas Angioni. Campinas: IFCH-UNICAMP, 2002
Diante dessa situação, a estratégia adotada pelo professor representa uma prática de transposição didática que:
simplifica o conteúdo filosófico por meio de questões práticas do cotidiano.
substitui conteúdos clássicos por experiências subjetivas dos estudantes.
fragmenta o saber filosófico para atender a expectativas escolares.
substitui o texto original por debates livres sobre identidade pessoal.
adapta conceitos complexos sem perda de rigor filosófico.