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A filosofia, portanto, é uma luta constante contra nossa ignorância e ocorre quando chegamos a perceber que algo contradiz nossas certezas, nossas convicções, algo que levanta problemas que abalam nossa confiança no que tranquilamente acreditávamos saber.
Armijos Palácios, G. (2013). O ensino de filosofia e a "situação problema". In M. Carvalho & G. Cornelli (Orgs.). Ensinar Filosofia. v.1 (pp. 195-203). Cuiabá: Central de Texto.
Com base nessa perspectiva e acerca do ensino filosófico e de suas implicações no processo de formação crítica dos estudantes, assinale a alternativa correta.
A prática docente em Filosofia exige neutralidade interpretativa, evitando que os estudantes interfiram com experiências de vida nos debates filosóficos, sob risco de comprometer a precisão conceitual das teorias.
A presença da Filosofia no currículo escolar exige a adoção de manuais técnicos e de linguagem especializada, pois apenas a exposição literal dos textos clássicos garante a autenticidade do saber filosófico.
O ensino filosófico encontra sua plena eficácia quando se limita ao conteúdo histórico dos sistemas filosóficos, desconsiderando os atravessamentos éticos, sociais e linguísticos que permeiam o cotidiano dos aprendizes.
A metodologia filosófica escolar deve prescindir da problematização dos saberes prévios dos estudantes, visto que esses não se harmonizam com a tradição racional do pensamento filosófico ocidental.
O ensino da Filosofia na educação básica exige o enfrentamento das tensões entre sistematização conceitual e vivência subjetiva, cabendo ao educador mediar um espaço dialógico que permita a apropriação ativa do pensamento filosófico em contextos culturalmente situados.