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A presença da Filosofia como disciplina filosófica no currículo do Ensino Médio nunca esteve separada das questões políticas de Educação para o Brasil. A supressão da sua presença no período da ditadura militar, assim como a sua volta mediante a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, Lei 9394/96, dizem dos projetos políticos em curso no país e também da oferta de conteúdos formativos às gerações em processo de escolarização. Assim, compreende-se a implantação do chamado Novo Ensino Médio que, em nome e no desejo de melhorar o sistema educacional do Brasil, trouxe a flexibilização de cargas horárias para os currículos, mediante o interesse do público estudantil matriculado nas unidades escolares, oculta um problema que tensiona a formação de professores e professoras de filosofia diante da
dificuldade de encontrar docentes que desenvolvam as perspectivas pedagógicas de ensino de filosofia mediante os objetivos da BNCC para a Educação Básica.
oferta de conteúdos e correntes filosóficas ligadas às futuras áreas de conhecimento, trabalho e atuação moral dos estudantes na formação universitária.
inserção das obras clássicas dos autores filosóficos no contexto das obras contemporâneas e suas perspectivas ligadas ao empreendedorismo em sala de aula.
integralização das disciplinas com o conteúdo filosófico, a fim de favorecer a transdisciplinaridade e transversalidade dos conteúdos formativos de natureza especulativa.
possibilidade de precarizar o desenvolvimento de um ensino de filosofia enquanto projeto formativo ético-político para dar lugar à oferta voltada a uma clientela específica.