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O pensamento político de Maquiavel desenvolve uma filosofia do poder, do exercício do poder desvinculado do exercício ético, de modo que a sua teoria política não é sobre como deve ser o poder, mas sobre como é o poder e que isso exige do princípe a sabedoria e o trato para lidar com as suas exigências. Assim, o soberano é aquele que estabelece a dinâmica do Estado como a do poder mantido e preservado em torno de si, independente se o Principado tenha sido uma conquista recente ou por sucessão estabelecida, o principado hereditário. Para tal, o autor desenvolve os conceitos de Virtù e de Fortuna, e ambos são fundamentais para a compreensão da natureza do Estado e a sua relação com a história. Em ambos os conceitos, o tema do poder é central e também o modo como se governa. O fato que, segundo o autor, leva Reinos a surgirem ou a desaparecem, assim como os seus soberanos, é que os principados conquistados pela Virtù, em relação aos que se conquistam pela Fortuna são
menos duradouros, pois a história é determinada pelos acasos, e assim serão os Reinos.
mais duradouros, pois o Príncipe desenvolve as virtudes e não o acúmulo de riquezas.
menos duradouros, porque as contestações internas do Reino são superadas pela riqueza.
mais duradouros, porque a virtude permite o alcance da forma ideal do Estado.
mais duradouros, porque não foram conquistados sem a vontade do Príncipe.